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Vale (VALE3): O potencial para sustentar a geração de valor nos próximos anos, segundo analistas

10 jun 2026, 16:01 - atualizado em 10 jun 2026, 16:57
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(Imagem: REUTERS/Pilar Olivares)

A estratégia da Vale (VALE3) para expandir sua divisão de metais básicos com foco em cobre, disciplina de capital e melhorias operacionais recebeu avaliações positivas dos analistas após o Investor Tour 2026 da companhia.

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Embora não seja novidade a atuação nessa frente da mineradora, os analistas reiteraram a evolução da execução operacional e o potencial de crescimento da Vale Base Metals (VBM) como fatores que podem sustentar a geração de valor nos próximos anos.

Na véspera, a Vale atualizou o guidance (projeção) de contribuição de sua subsidiária VBM para o EBITDA consolidado no longo prazo, que passou a ser de aproximadamente 28%. No final de março, a mineradora projetava que a VBM responderia por 26% do EBITDA consolidado em 2026.

A XP Investimentos avalia que a VBM reforçou sua posição como uma plataforma de crescimento estruturalmente diferenciada, enquanto o Bradesco BBI destacou que os ativos polimetálicos da companhia seguem entregando os resultados planejados, com foco em confiabilidade e produtividade.

XP vê cobre como principal motor de crescimento

Segundo a XP, a Vale reafirmou uma estratégia clara para construir uma plataforma líder em minerais críticos, tendo o cobre como principal pilar de expansão.

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A corretora destaca que a companhia traçou um caminho para elevar a produção de cobre para aproximadamente 700 mil toneladas até 2035, apoiada por projetos como Bacaba, CPF e Alemão, além de iniciativas de aumento de produtividade e exploração mineral.

Para a XP, um dos diferenciais da estratégia está na priorização de projetos de baixo investimento e elevado retorno, reduzindo riscos de execução e preservando a flexibilidade financeira.

A corretora também chamou atenção para a visão da Vale sobre uma mudança estrutural na demanda global por metais básicos, impulsionada por tendências como eletrificação, inteligência artificial e reindustrialização.

Na avaliação da XP, a execução consistente do plano de crescimento do cobre e a estabilização das operações de níquel permanecem os principais gatilhos para uma reprecificação positiva das ações.

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“Vemos a relação risco-retorno enviesada para o positivo nos níveis atuais, dado o momentum crescente dos ativos de cobre e os benchmarks de valuation implícitos para negócios independentes de cobre, embora reconheçamos que parte das expectativas de crescimento da VBM já parece embutida no preço das ações da Vale”, disse a corretora.

Bradesco BBI destaca ganhos operacionais

Já o Bradesco BBI colocou maior ênfase nos avanços operacionais observados durante a visita aos ativos da Vale Base Metals.

Segundo o banco, as operações polimetálicas da companhia seguem dentro do planejado e contam com um portfólio diversificado, cuja composição de receitas é formada por aproximadamente 55% de níquel, 25% de cobre e 20% de metais do grupo da platina e outros metais.

Em Voisey’s Bay e Long Harbour, o BBI destaca que a maturação da mina subterrânea está próxima da conclusão. Com isso, a companhia deve ampliar o uso de minério próprio e operar próxima do limite de capacidade de processamento, de 2,8 milhões de toneladas por ano.

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A expectativa é de produção superior a 45 mil toneladas em 2026. Além disso, o banco vê potencial para expansão da capacidade para até 3,8 milhões de toneladas anuais até 2030 por meio de projetos de baixa intensidade de capital.

Em Sudbury, a Vale pretende elevar o processamento para entre 5,5 milhões e 6 milhões de toneladas em 2026, ante 4,9 milhões de toneladas em 2025, apoiada por melhorias operacionais e otimização de processos.

Para o Bradesco BBI, os ganhos de produtividade, a maior integração de minério próprio e a execução consistente já começam a se traduzir em melhora da rentabilidade dos ativos.

O banco também ressalta a preferência por crescimento orgânico e expansões graduais de capacidade, o que contribui para uma trajetória mais resiliente de geração de caixa.

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O BBI segue com visão construtiva para os papéis, citando o valuation atrativo e a melhora gradual da dinâmica operacional da mineradora.

As ações da Vale recuavam 1% hoje, em linha com o Ibovespa, em dia de maior aversão ao risco nos mercados globais.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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