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Vale (VALE3) vê demanda forte na China e aposta em flexibilidade para sustentar crescimento, diz Citi

03 jun 2026, 16:02 - atualizado em 03 jun 2026, 16:04
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) (Judeu Marc / Divulgação Vale)
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) (Judeu Marc / Divulgação Vale)

A Vale (VALE3) mantém uma visão positiva para o mercado de minério de ferro, sustentada pela demanda resiliente, principalmente na China, e por uma curva global de custos que continua dando suporte aos preços da commodity, disse o Citi, em relatório desta quarta-feira (3). O banco segue recomendando a compra do papel.

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Segundo o banco, a mineradora afirmou que a utilização dos altos-fornos chineses segue elevada, a produção de ferro-gusa continua forte e os estoques de minério na China permanecem em queda.

A companhia também vê sinais de melhora na demanda europeia e afirmou ao banco que segue atendendo clientes no Oriente Médio por meio de sua infraestrutura logística na região, ainda de acordo com o banco.

O Citi ressaltou a avaliação da Vale de que os atuais preços do minério continuam protegidos pela curva de custos da indústria. De acordo com a companhia, disse o banco, mais de 50 milhões de toneladas de produção estariam pressionadas nos níveis atuais de preços e fretes, com destaque para mineradoras independentes brasileiras, que enfrentam custos logísticos elevados e realizam preços abaixo dos benchmarks de mercado.

Portfólio flexível da Vale

Na estratégia comercial, o Citi destacou a mudança da Vale para um portfólio mais flexível. Segundo a mineradora, o SSCJ, minério de teor intermediário produzido em Carajás, vem gerando prêmios sobre os índices de referência.

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A companhia afirmou ao banco que essa flexibilidade é uma vantagem competitiva em relação às concorrentes australianas, mais focadas em iniciativas de redução de custos.

Outro ponto destacado pelo Citi foi o avanço da Vale na Índia. A mineradora informou que está ampliando as vendas para o país, desenvolvendo instalações nas duas costas indianas e criando misturas personalizadas com minérios locais para atender à demanda regional.

O Citi ressaltou que a Vale segue otimista com as perspectivas de longo prazo para pelotas de minério e produtos ligados à descarbonização da siderurgia. O banco também destacou os comentários da companhia sobre Simandou, na Guiné, cujo minério de alta qualidade pode ser complementado com material de Carajás para ajustes de especificação.

Além disso, a Vale reiterou ao Citi que os fundamentos estruturais que sustentam a demanda por soluções de descarbonização permanecem intactos.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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