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Valeu a pena a paciência da Eneva (ENEV3): o que analistas acharam do negócio em Pecém com a Diamante

30 mar 2026, 13:33 - atualizado em 30 mar 2026, 13:33
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(Imagem: Divulgação/Eneva)

A Eneva (ENEV3) anunciou na última sexta-feira (27) a venda de sua participação na usina a carvão Pecém II para a Diamante Geração. O valor da transação atingiu R$ 872 milhões. Um pagamento adicional de R$ 149 milhões está incluído, condicionado ao sucesso do novo proprietário em antecipar o início do Contrato de Capacidade de Pecém II.

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Além disso, a Diamante está transferindo seus direitos sobre o desenvolvimento do terminal de gás natural liquefeito (GNL) no polo industrial de Pecém para a Eneva. Com isso, a ENEV3 deterá pelo menos 70% das usinas, mas 100% do terminal.

Na visão dos analistas, a venda de Pecém ll para a Diamante é positiva do ponto de vista da monetização, da redução de custos de capital e do estratégico da Eneva.

Por volta das 13h05 (horário de Brasília), o papel da companhia subia 1,17%, a R$ 24,19.



Paciência na monetização

Para o BTG Pactual, a Eneva seguiu firme em proteger os melhores interesses de seus acionistas e em administrar a pressão de diversos stakeholders para se desfazer de seu negócio de carvão, principalmente durante o boom do ESG, durante os anos da pandemia de Covid-19.

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O banco destaca que, naquela época, a usina de carvão tinha apenas alguns anos restantes e não havia expectativa de renovação do contrato.

Segundo o BTG, a paciência da Eneva valeu a pena, e a empresa agora está se desfazendo de uma de suas usinas a carvão, com contrato renovado e com um acordo econômico justo estabelecido — caixa e participação no terminal.

O banco mantém a recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 19,80, o que implica em uma desvalorização potencial de 17% em relação ao fechamento anterior (27).

Negócio com a Diamante beneficia estratégico da Eneva

O Bank of America (BofA) destaca, em relatório, que o movimento é positivo do ponto de vista estratégico da Eneva, visto que o terminal de GNL adiciona opcionalidade e sustenta expansão futura de térmicas e a saída do carvão fortalece o posicionamento da companhia como plataforma de gás, o que melhora a percepção ESG e amplia a base de investidores.

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“Vemos a saída da Eneva do carvão como positiva no médio prazo, potencialmente ampliando a base de investidores e atraindo fluxos voltados à energia limpa. Combinado com fluxos de caixa de longo prazo contratados e a opcionalidade proporcionada pelo GNL, mantemos uma visão construtiva para a ação”, destacam os analistas Gustavo Faria e André Silveira.

O BofA ressalta, porém, que o valor do negócio ficou ligeiramente abaixo de suas estimativas, com valor de equity de R$ 686 milhões, ante projeção de R$ 895 milhões. Com a operação, a alavancagem da ENEV3 melhora modestamente e a Diamante deve garantir uma taxa interna de retorno real de 16% para a Diamante, valor considerado justo pelo banco.

O BofA segue com recomendação de compra de ENEV3, com preço-alvo de R$ 28, um potencial de valorização de 17%.

Redução de custo de capital

Na avaliação do analista da XP Investimentos Raul Cavendish, a transação com a Diamante faz “sentido estratégico” para a Eneva. Além disso, na prática, Cavendish aponta que a operação até diminuirá o custo de capital da companhia.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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