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Vem aí: Revolut quer entrar no segmento de empresas no Brasil com câmbio, cartões e gestão de despesas, com foco em PMEs

13 set 2026, 8:00
Glauber Mota
Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil (Imagem: Divulgação)

A fintech britânica Revolut, avaliada em US$ 115 bilhões (quase metade do Nubank), prepara sua entrada mais forte no mercado de serviços financeiros para empresas no Brasil. A fintech pretende lançar, nos próximos meses, uma solução de banco para pessoas jurídicas, com serviços de câmbio, gestão de caixa, cartões corporativos, reembolsos e automação de processos.

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A nova frente é considerada estratégica pela companhia. Segundo Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil, aproximadamente 25% do resultado global da fintech já vem do negócio voltado a empresas, o Revolut Business.

“Estou trabalhando forte agora para que, a partir dos próximos meses, possa trazer o produto de banco para empresas da Revolut”, afirmou o executivo, em entrevista ao Money Minds, programa do Money Times no YouTube.

Assista à entrevista na íntegra a seguir.

A aposta brasileira mira principalmente pequenas e médias empresas, especialmente aquelas que têm alguma relação com o exterior. Para Mota, esse público ainda encontra dificuldades para acessar serviços bancários e, principalmente, operações de câmbio.

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“As grandes empresas estão muito bem servidas pelos grandes bancos. Os pequenos e médios hoje batalham para conseguir abrir a conta, imagina para poder fazer câmbio relativo aos seus negócios”, disse.

Câmbio como porta de entrada

Uma das principais apostas da Revolut é levar para as empresas a mesma proposta de câmbio que já oferece às pessoas físicas.

A fintech ganhou espaço no Brasil com a conta global e os serviços relacionados à movimentação de dinheiro no exterior. Agora, pretende adaptar essa estrutura para companhias que importam, exportam ou mantêm negócios fora do país.

“Para todo mundo que faz importação, exportação ou tem negócio no exterior, vai ser um dos grandes potenciais que a gente gostaria de trabalhar bem”, afirmou Mota.

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A estratégia coloca a Revolut em uma disputa diferente daquela travada no varejo bancário. Em vez de buscar inicialmente a empresa de grande porte, já atendida pelos maiores bancos, a fintech pretende explorar uma parcela do mercado em que, segundo o executivo, há mais espaço para serviços digitais.

É uma mudança relevante de posicionamento para a operação brasileira, que até agora concentrou boa parte de sua oferta em pessoas físicas.

Da conta ao cartão corporativo

A proposta para empresas não deve ficar restrita à conta bancária e ao câmbio.

Mota cita uma série de serviços que fazem parte do modelo do Revolut Business em outros mercados e que devem ser incorporados à oferta brasileira, como cartões corporativos, processos de reembolso e aprovação automática de políticas internas.

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A fintech também pretende usar inteligência artificial para reduzir etapas burocráticas. Um exemplo mencionado pelo executivo é o reconhecimento automático de recibos para facilitar processos de prestação e aprovação de despesas.

“Depois vêm todas as soluções de banco para empresas, no sentido de cartão corporativo, processo de reembolso, aprovação de políticas de maneira automática, usando tecnologias mais avançadas, incluindo inteligência artificial para reconhecer o recibo e fazer o processo de aprovação mais conveniente, fácil e barato de usar”, afirmou.

A ideia, portanto, é transformar o produto em uma plataforma de gestão financeira empresarial, e não apenas em uma conta para movimentação de recursos.

Crédito também está no radar

A expansão para empresas ocorre ao mesmo tempo em que a Revolut começa a estudar uma atuação mais ampla no crédito brasileiro.

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A fintech já oferece cartão de crédito no país, mas ainda tem uma exposição pequena à modalidade quando comparada ao potencial de sua operação. Segundo Mota, a companhia pretende abrir outras linhas de crédito.

O mercado brasileiro, porém, apresenta desafios adicionais. O executivo cita os juros reais elevados, a inadimplência e a volatilidade econômica como fatores que tornam a concessão de crédito mais complexa.

A aposta da Revolut está no uso de tecnologia e dados para melhorar a avaliação de risco. Segundo Mota, modelos de inteligência artificial podem permitir que a companhia analise volumes maiores de informação e seja mais precisa na definição de limites e condições.

“Uma das grandes questões do crédito é a análise de risco”, afirmou. A fintech pretende usar dados e modelos preditivos para avaliar a capacidade de pagamento dos clientes e dimensionar o crédito de acordo com o risco de cada operação.

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O executivo ressalva, porém, que a estratégia ainda está em fase inicial.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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