INSS

Se for prorrogada, CPMI pretende ouvir Galípolo e Campos Neto no mesmo dia, diz Viana

17 mar 2026, 10:29 - atualizado em 17 mar 2026, 10:29
Sessão da CPMI do INSS, no Senado, em Brasília (Geraldo Magela/Agência Senado)

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou na segunda-feira, 16, que convocará o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o atual chefe da autarquia, Gabriel Galípolo. No entanto, os possíveis depoimentos dependem de uma prorrogação dos trabalhos da comissão.

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“Quero os dois no mesmo dia para evitar brigas entre governo e oposição. Ambos têm responsabilidade pelo caso Master”, afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Os casos do Banco Master e do INSS se relacionam por causa da oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas.

Viana também quer convocar representantes de grandes instituições financeiras, como o Santander e o Itaú Unibanco. “Meu gabinete virou passarela de defensor de banco”, afirmou. Nesta semana, a CPMI deve colher os depoimentos de executivos da Crefisa e do C6 Bank. “Se não comparecerem, haverá condução coercitiva.”

A CPMI foi instalada em agosto e tem o funcionamento autorizado até o próximo dia 28. Viana pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogação dos trabalhos por 60 dias.

Na entrevista, o senador ainda criticou a omissão da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o caso do INSS. “A CGU tinha as denúncias e não agiu. Nosso controlador sabia, as denúncias existiam e a CGU não tomou providências, naquela época especialmente que envolvia a Contag Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, por exemplo, que é um órgão ligado às esquerdas no Brasil”, afirmou.

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Por outro lado, Viana elogiou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir sindicatos e associações de fazerem descontos automáticos nos benefícios do INSS. “Lula proibiu os sindicatos, que são sua base”, disse o senador.

André Mendonça e o sigilo

Para o senador, o Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi coerente ao pedir de volta os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Viana disse acreditar que, após o conteúdo pessoal ser separado do material que interessa à investigação, os dados do aparelho serão devolvidos à CPMI. “Não nos interessa se ele tinha vídeos íntimos de garotas de programa, queremos saber onde foi parar o dinheiro”, disse Viana. O Banco Master virou alvo da investigação da CPMI por causa de suspeitas de fraudes em empréstimos consignados para aposentados e pensionistas.

Questionados sobre os habeas corpus concedidos por Mendonça para envolvidos no caso, Viana reafirmou a coerência do ministro. Já quando perguntado sobre a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que derrubou a quebra do sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Viana afirmou que considerou o ato “político”. O senador, porém, disse que respeita a ordem de Dino.

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Viana afirmou ainda que a CPMI não poderá convocar governadores nem investigar parlamentares, porque a incumbência seria do STF. “Não faz sentido convocar o governador Tarcísio, de São Paulo, ou a ex-presidente Dilma Rousseff. Devemos explicações aos aposentados.”

O senador disse que bens apreendidos no inquérito poderão ir a leilão para ressarcir o governo, que devolveu os valores aos aposentados vítimas dos desvios.

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