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Em momento de volatilidade da carteira manter um caixa diversificado é essencial

24 jul 2026, 10:40
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Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Manter uma posição adequada de caixa não representa falta de convicção, mas sim a preservação da capacidade de decisão.

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Em períodos de maior volatilidade, essa reserva reduz a necessidade de vender ativos em momentos desfavoráveis, facilita o rebalanceamento da carteira e permite aproveitar novas oportunidades sem desmontar posições estratégicas.

Para cumprir bem essa função, o caixa deve combinar preservação de capital, liquidez, previsibilidade e remuneração compatível com os juros de curto prazo, evitando que uma parcela relevante do portfólio permaneça improdutiva.

A escolha do instrumento é tão importante quanto o tamanho da reserva. Um bom veículo de caixa deve apresentar baixo risco de crédito, oscilações limitadas, custos competitivos e simplicidade operacional.

Também é fundamental compatibilizar o prazo de liquidação com a finalidade dos recursos: valores destinados a oportunidades futuras ou a rebalanceamentos podem permanecer em uma solução com liquidação em D+1, enquanto despesas imediatas exigem disponibilidade no mesmo dia.

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Essa distinção contribui para transformar o caixa em uma posição planejada, e não apenas em recursos temporariamente sem destinação.

Nesse contexto, o LIQB11 se destaca por oferecer, em uma única cota negociada em bolsa, exposição a uma carteira integralmente composta por títulos públicos federais.

O ETF busca acompanhar o ITBR Selic 750 e, na composição de 20 de julho de 2026, mantinha 91,02% em títulos ligados à Selic e 8,98% em títulos indexados ao IPCA, com rebalanceamento semanal, taxa de administração de 0,15% ao ano, duration de 1,16 ano e liquidação em D+1.

A predominância das LFTs busca manter o desempenho próximo ao DI, enquanto a parcela menor de NTN-Bs acrescenta diversificação e potencial de retorno, embora também introduza alguma sensibilidade à marcação a mercado.

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Por essas características, o produto pode cumprir o papel de caixa tático e remunerado, ainda que não substitua uma reserva de disponibilidade imediata e exija atenção ao volume negociado, ao spread entre compra e venda e à aderência ao índice, especialmente por se tratar de um ETF lançado recentemente.

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Economista e especialista em investimentos da Empiricus
Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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