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Wall Street tem forte queda com petróleo a US$ 100; Tesla (TSLA) despenca 14%

23 jul 2026, 17:06 - atualizado em 23 jul 2026, 17:08
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: iStock/KanawatTH)

Os índices de Wall Street fecharam em forte queda com a escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã e disparado do barril do petróleo Brent para US$ 100.

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O Nasdaq, por exemplo, atingiu o nível mais baixo desde o início de maio, à medida que resultados de gigantes de tecnologia reacenderam as preocupações com os altos gastos em inteligência artificial (IA).

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,97%, aos 51.710,99 pontos;
  • S&P 500: -1,21%, aos 7.408,20 pontos;
  • Nasdaq: -2,15%, aos 25.137,692 pontos.

O que pressionou Wall Street hoje?

Parte da pressão vendedora dos índices veio das Magnificent Seven: as ações da Alphabet (Nasdaq: GOOGL), dona do Google, recuou mais de 7% (-7,13%, a US$ 317,69) com os investidores ainda repercutindo o aumento da previsão de investimento em inteligência artificial.

Os papéis da Tesla (Nasdaq: TSLA) também despencaram 14,5% (US$ 319,69) em reação aos números do balanço do segundo trimestre, que vieram abaixo do esperado.

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O cenário geopolítico também pressionou com a nova rodada de ofensivas entre Estados Unidos e Irã continuam pelo 12º dia consecutivo.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma “forte retaliação militar” contra o Irã e seus aliados houthis do Iêmen, depois que combatentes do grupo militante iemenita atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, estendendo a guerra no Oriente Médio a um segundo importante ponto estratégico para o transporte marítimo.

Em reação, os preços do petróleo dispararam e o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com ganho de 7,04%, a US$ 100,69 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto teve avanço de 6,17%, a US$ 92,19 o barril.

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Os investidores também ampliaram as apostas de alta nos juros dos Estados Unidos nos próximos meses. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro superou 80%.

Para a próxima reunião, na quarta-feira (29), a chance majoritária ainda é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

O fantasma do shutdown de volta

O temor de uma nova paralisação do governo federal também ficou no radar. Ontem (22), Trump pediu aos congressistas norte-americanos que aprovem projetos que seguem parados no Senado e na Câmara, alertando para o risco de o país entrar em shutdown a partir de setembro.

“Os democratas precisam parar de travar as pautas no Congresso e aprová-las de uma vez”, criticou Trump durante um discurso em Atlanta, na Geórgia.

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“Os democratas não querem aprovar nada. Eles se tornaram disfuncionais”, acrescentou Trump, ao afirmar que, em 2027, os Estados Unidos também terão que votar o próximo teto da dívida pública, quando vence o projeto “One Big Beautiful Bill Act” do presidente americano.

No mesmo dia, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei de política de defesa de US$ 1,15 trilhão, após os democratas se recusarem a apoiar a medida em meio à guerra com o Irã.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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