Mercados

Wall Street recua após Trump indicar Warsh ao Fed

30 jan 2026, 18:12 - atualizado em 30 jan 2026, 18:15
(Imagem: REUTERS/Lucas Jackson/File Photo)

Os índices de Wall Street mantiveram o tom negativo da abertura durante todo o pregão e encerram no vermelho com pressão do setor de tecnologia, indicação ao Federal Reserve (Fed) e escalada das tensões entre EUA e Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,36%, aos 48.892,47 pontos;
  • S&P 500: -0,43%, aos 6.939,03 pontos; 
  • Nasdaq: -0,94%, aos 23.461,81 pontos.

Apesar da queda na sessão, os índices encerraram janeiro em tom positivo. O S&P 500 registrou ganho de 1,4%, Dow Jones subiu 1,7% e Nasdaq teve alta de 1% no mês.

O que movimento Wall Street hoje?

A indicação de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve (Fed) concentrou as atenções do mercado nesta sexta-feira (30). Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o ex-diretor como o seu indicado para substituir Jerome Powell, que encerra o mandato em maio.

“Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A nomeação, que ainda depende de aprovação do Senado norte-americano, surpreendeu o mercado. Até ontem (29), o nome de Rick Rieder, chefe de investimentos da BlackRock, era o mais cotado para a cadeira do BC, com 38% de chance. Além de Warsh e Rieder, Christopher Waller – também diretor do Fed – e Kevin Hassett – diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA – estavam entre os possíveis indicados.

Hassett disse que “Warsh é boa escolha para dirigir o Fed”, em entrevista à CNBC. Trump já havia falado, em ocasiões anteriores, em preferir manter ele no cargo a indicá-lo ao Fed.

“A Casa Branca está extremamente confiante de que Kevin Warsh é um ótimo indicado e que ele deve ser confirmado o mais rápido possível, e todos os recursos que temos à nossa disposição estão apoiando ele e esse resultado”, disse Hassett na entrevista.

Na avaliação da Nomad, o mercado viu a indicação de Kevin Warsh como um nome de credibilidade institucional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Warsh, ex-governador do Fed de 2006 a 2011, defende cortes de juros, mas é conhecido por ter historicamente uma postura hawkish, o que diminui a visão de risco de captura política total do Banco Central, diferentemente do que Rieder ou Hassett poderiam representar”, afirmou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

Os investidores também reagiram a novos dados econômicos em Wall Street, além dos resultados corporativos.

Entre eles, os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em dezembro.

O PPI para a demanda final subiu 0,5% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,2% em novembro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (30). Os economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos 12 meses até dezembro, o índice avançou 3,0%, repetindo a taxa de novembro.

No cenário corporativo, as ações da Apple (NASDAQ:AAPL) caíram na primeira parte da sessão, mesmo após a companhia superar as expectativas e registrar aumento nas vendas do iPhone. Já na reta final, os papéis inverteram sinal para o tom positivo, mas com desempenho abaixo de 1%.

As tensões geopolíticas também voltaram ao radar. No início da tarde, Trump afirmou que uma grande armada dos Estados Unidos – maior que a enviada anteriormente à Venezuela – está a caminho do Irã.

Ele ainda disse que o Irã deseja chegar a um acordo, mas não forneceu mais detalhes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar