Mercados

Wall Street despenca com IA e chance de juros mais altos nos EUA; Nasdaq tem a maior queda intradia em mais de um ano

05 jun 2026, 17:08 - atualizado em 05 jun 2026, 17:12
(Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Os índices de Wall Street registraram fortes perdas nesta sexta-feira (5) com o mercado precificando chance de novas altas nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed) no segundo semestre do ano após dados mais fortes de emprego.

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Em destaque, o Nasdaq registrou a maior queda intradia desde abril do ano passado, quando o governo Trump anunciou o ‘tarifaço’ para países parceiros comerciais.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,35%, aos 50.866,78;
  • S&P 500: -2,64%, aos 7.383,74 pontos;
  • Nasdaq: -4,18%, aos 25.709,432 pontos.

Com o recuo de hoje, o S&P 500 zerou os ganhos da semana e acumulou perda de 2% no período, interrompendo a sequência de nove ganhos semanais. O Nasdaq recuou 4% e o Dow Jones também encerrou a semana em tom negativo.

O que derrubou Wall Street hoje?

A realização dos lucros recentes dos papéis de empresas focadas em inteligência artificial (IA), após revisões de receita, continuou a pressionar os índices.

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Em destaque, as ações da Micron, fabricante de chips de memória, caíram 11% após uma derrocada de 8% na sessão anterior. Já os papéis da Nvidia (NVDA), gigante de semicondutores, fechou o pregão com recuo de 6%.

Contudo, foi o relatório oficial de empregos que movimentou Wall Street. O payroll, principal ‘retrato’ do mercado de trabalho norte-americano, apontou a criação de 172 mil empregos em maio, bem acima do esperado pelo mercado. Os economistas consultados pela a Reuters esperavam a criação de 85 mil vagas no mês.

O resultado também representou um avanço em relação a abril, quando foram abertas 179 mil vagas não-agrícolas, dado revisado hoje.

Após o payroll, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) no segundo semestre deste ano. Um ambiente de juros mais altos tende a favorecer ativos como os títulos do Tesouro norte-americano (os Treasuries) e pressionar a renda variável.

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Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 52,2% de chance de o Fed retomar o aperto monetário na decisão de política monetária em outubro. Atualmente, a taxa de referência dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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