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Wall Street ignora novas ameças de Trump ao Irã e fecha em alta com expectativa de cessar-fogo no Oriente Médio no radar

06 abr 2026, 17:08 - atualizado em 06 abr 2026, 17:18
Wall street treasuries
(Foto: Reuters/Andrew Kelly/File Photo)

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira (6) em tom positivo na expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio, apesar da escalada das tensões com novas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,36%, aos 46.669,98 pontos;
  • S&P 500: +0,44%, aos 6.611,83 pontos;
  • Nasdaq: +0,54%, aos 21.996,33 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um “termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, permaneceu elevado durante e após as falas de Trump, acima dos 24 pontos. O índice encerrou aos 24,21 pontos (+1,42%). O número na faixa de 20 a 25 pontos indica aumento moderado da preocupação no mercado.

Sem acordo de paz no Oriente Médio à vista

Os Estados Unidos e o Irã rejeitaram a proposta de mediadores para um acordo de cessar-fogo de 45 dias. A Casa Branca afirmou que o presidente americano Donald Trump recebeu a proposta, mas “não a aprovou”.

A proposta de cessar-fogo foi apresentada por mediadores do Paquistão, Egito e Turquia, segundo o site de notícias Axios.

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A emissora estatal iraniana IRNA afirmou que o Irã também rejeitou a proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos e defendeu o fim permanente da guerra.

Logo após a publicação da mídia iraniana, Trump intensificou as ameaças e eiterou que o Irã pode ser derrotado em apenas uma noite. “O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse ele no Salão Oval a jornalistas.

“A guerra poderia acabar muito rapidamente, se eles fizessem o que têm de fazer. Eles têm que fazer certas coisas. Eles sabem disso, estão negociando, acho que de boa fé”, disse o presidente norte-americano.

As expectativas de uma resolução para o conflito no Oriente Médio, contudo, são sustentadas pelos esforços diplomáticos em andamento.

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Em segundo plano

Os dados econômicos ficaram em segundo plano.

A economia dos Estados Unidos abriu 178 mil empregos em março, segundo relatório publicado nesta sexta-feira (3) pelo U.S Bureau Labor Statistics, enquanto os mercados estavam fechados pelo feriado de Sexta-Feira Santa. O resultado representa uma recuperação do mercado de trabalho em relação a fevereiro.

A mediana dexpectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast era de criação de 51 mil vagas no mês.

O relatório, também conhecido como payroll, é a principal métrica do mercado de trabalho dos EUA e avaliado de perto pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). A taxa de desemprego caiu de 4,4% em fevereiro para 4,3% em março.

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Já nesta segunda-feira, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços caiu de 56,1 em fevereiro para 54,0 no mês passado. Os economistas consultados pela Reuters previam leitura de 54,9.

Um resultado acima de 50 indica crescimento no setor de serviços, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.

Para o economista-chefe global do ING, James Knightley, o índice de serviços veio um pouco abaixo do esperado, mas permanece em ‘níveis saudáveis’, “indicando que os EUA, por enquanto, estão em uma posição relativamente boa para resistir aos ventos contrários econômicos provenientes do conflito no Oriente Médio”.

Agora o mercado espera novos dados de inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) será divulgado na próxima sexta-feira (10) e a expectativa do ING é de que a inflação tenha uma alta de 3,4% em março na base anual, contra 2,4% do mês anterior.

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Embora o CPI não seja a referência oficial do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), o indicador ‘ajuda’ o mercado a ajustar as perspectivas sobre a trajetória dos juros – que hoje estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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