Wall Street

Wall Street recua com dois temores conhecidos do mercado no radar

01 out 2026, 12:07 - atualizado em 01 out 2026, 12:13
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Foto: 400tmax/iStock

Os índices de Wall Street iniciam outubro nesta quinta-feira (1º) em baixa, diante da pressão com a alta do petróleo, com o Brent acima de US$ 101, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, seguem nas máximas.

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No começo do pregão, os índices ainda estavam mistos, devido ao impulso do segmento de tecnologia, com o rali da inteligência artificial (IA) ainda impulsionando o Nasdaq.

Confira o desempenho dos índices, por volta de 12h (horário de Brasília):

  • S&P 500: -0,30%, aos 7.628,58 pontos;
  • Dow Jones: -0,52%, aos 50.642,66 pontos;
  • Nasdaq: -0,24%, aos 26.796,13 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

O mercado começou outubro em alta, mesmo com a persistência de duas das maiores preocupações dos investidores: o petróleo e as taxas de juros.

O Treasury de 10 anos atingiu uma alta intradiária de 5,342%, alcançando seu nível mais alto desde 3 de abril de 2002, quando chegou a 5,379%. O rendimento dos títulos de 30 anos estava em 5,663% nesta manhã, também próximo a níveis não vistos em cerca de 24 anos.

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Com a combinação de alta dos Treasuries e do petróleo, o mercado deve esperar um Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mais “hawkish”.

No entanto, o FedWatch, ferramenta do CME Group, aponta que a expectativa de alta nos juros foi adiada de outubro para dezembro após os dados de inflação mais fracos do que o esperado pelos investidores. Ainda assim, o relatório de empregos, o payroll, fica no radar de Wall Street.

Já nos destaques corporativos, a Micron divulgou resultados financeiros acima do esperado pelo mercado, com a receita quadruplicando no último trimestre.

No entanto, as ações não conseguiram acompanhar o ritmo de alta, apesar de já terem subido mais de 200% neste ano. Os papéis recuam mais de 2% no Nasdaq.

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As ações de tecnologia lideraram o mercado em geral em setembro, com a maioria das ações do índice de referência em queda.

A Micron obtém margens de lucro de 87%, mas planeja aumentar o salário dos funcionários, o que tende a reduzir as margens em relação às expectativas do mercado.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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