Mercados

Wall Street opera sem direção única antes de tratativas entre EUA e Irã no Oriente Médio

10 abr 2026, 10:48 - atualizado em 10 abr 2026, 10:57
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(REUTERS/Nathan Howard)

Os índices de Wall Street começam a sessão desta sexta-feira (10) sem direção única à espera da rodada de tratativas no fim de semana entre Estados Unidos e Irã.

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Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

  • Dow Jones: -0,25%, aos 48.067,37 pontos;
  • S&P 500: +0,13%, aos 6.833,34 pontos;
  • Nasdaq: +0,50%, aos 22.935,93 pontos.

Apesar das incertezas, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, segue em queda. Na abertura, o indicador registrava queda de 2,36%, aos 19,03 pontos. O número na faixa de 15 a 20 pontos indica um “ambiente normal” no mercado.

Cessar-fogo no Oriente Médio

Os investidores de Wall Street seguem com as atenção voltadas para as tratativas entre Estados Unidos e Irã, que podem trazer uma solução de paz mais duradoura do que cessar-fogo temporário no Oriente Médio.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse na sexta-feira (10) que estava ansioso para ter negociações positivas com o Irã ao partir para conversações no Paquistão com um aviso a Teerã para não “brincar conosco”.

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“Estamos ansiosos pela negociação. Acho que ela será positiva”, declarou Vance aos repórteres antes de deixar Washington.

“Como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, certamente estaremos dispostos a estender a mão aberta”, afirmou Vance.

Com o cessar-fogo, os preços do petróleo caminham para suas maiores quedas semanais desde junho de 2025, embora ainda permaneçam em patamares elevados, perto de US$ 100 por barril, devido a preocupações com o fornecimento da Arábia Saudita e com os fluxos limitados pelo Estreito de Ormuz.

No front macro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,9% em março, informou o Departamento do Trabalho. Trata-se do maior aumento desde junho de 2022, quando os preços dispararam em resposta à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

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A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,3%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

Apesar de elevada, a aceleração dos preços já era esperada por economistas consultados pela Reuters, que previam avanço de 0,9%, com taxa de 3,3% na base anual. O salto na inflação ao consumidor veio na esteira de uma recuperação acentuada no crescimento do emprego no mês passado, o que sugeriu que o mercado de trabalho permanece estável.

Após o dado, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, seguiu indicando que em 2026 não deve haver corte nos juros norte-americanos.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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