Wall Street recua com troca de ataques entre EUA e Irã
Os índices de Wall Street começaram o pregão desta quarta-feira (10) em queda com a nova escalada de tensões geopolíticas.
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:
- Dow Jones: -0,37%, aos 50.685,64 pontos;
- S&P 500: -0,19%, aos 7.371,77 pontos;
- Nasdaq: -0,23%, aos 25.619,074 pontos.
O que mexe com Wall Street hoje?
As negociações entre Estados Unidos e Irã voltararam ao centro das atenções dos investidores após a escalada de tensões na véspera.
Ontem (9), no final da tarde, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a aumentar o tom contra o Irã. Em uma publicação na rede social Truth, o mandatário declarou que o país persa derrubou um helicóptero Apache norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz durante a madrugada e prometeu retaliar, mas não forneceu mais detalhes.
Já nesta manhã, o chefe da Casa Branca declarou que o Teerã “demorou demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles e agora terão que pagar o preço”, também em publicação na rede social.
Do outro lado, o país persa disse que reavaliará o diálogo diplomático com Washington após uma série de ataques recíprocos ocorridos durante a madrugada.
Em reação, os preços do petróleo voltaram a subir. Por volta de 10h40 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiam 1,10%, a US$ 92,47o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham alta de 1,39%, a US$ 89,43 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Os dados de inflação também movimentam o pregão. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,5% no mês de maio, segundo dados do Departamento do Trabalho.
A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 4,2%, registando o maior ganho em três anos. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
Os resultados do CPI ficaram em linha com o esperado pelo mercado.
O impacto da guerra no Oriente Médio já começou a ser observado nos preços. Em destaque, o índice de energia subiu 3,9% em maio, representando mais de 60% do aumento mensal de todos os itens.
Após os números, o mercado continuou a precificar uma elevação dos juros pelo Fed no segundo semestre deste ano, mas diminuiu a probabilidade de alta em outubro.
Perto da abertura das negociações em Wall Street, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 49,7% de chance de o Fed manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano em outubro, enquanto a probabilidade de alta nas taxas estava em 48,4%. Antes do CPI, a aposta majoritária era de elevação nos juros na penúltima decisão deste ano.
Para dezembro, os traders precificam 66,9% de chance de elevação dos juros, com maior probabilidade de aumento de 25 pontos-base (42,4%).