Wall Street

Wall Street tem tom misto com pressão de IA e inflação acima do esperado

15 out 2026, 10:56
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
(Imagem: iStock/KanawatTH)

Os índices de Wall Street operam sem direção única nesta quinta-feira (15) com uma nova onda de liquidação do setor de tecnologia. Dados de inflação acima do esperado também recalibram as apostas sobre a trajetória dos juros dos EUA.

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Confira o desempenho dos índices após a abertura das negociações:

  • Dow Jones: +0,29%, aos 51.771,83 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 7.671,88 pontos;
  • Nasdaq: -1,38%, aos 25.323,185 pontos.

Pressão ‘tech’

As preocupações com investimentos em empresas do tecnologia em inteligência artificial (IA) patrocinam uma nova onda de liquidação nos mercados.

Ontem, as ações da CoreWeave despencaram mais de 15%, com os investidores temendo que a empresa estivesse se endividando demais para financiar a expansão de sua infraestrutura de IA.

Para agravar as preocupações no setor de IA, fontes disseram à CNBC que a receita da Anthropic cresceu para US$ 16,8 bilhões no terceiro trimestre, e alguns investidores temem que o faturamento da gigante da IA ​​não esteja crescendo rápido o suficiente para justificar os altos ganhos das fabricantes de chips.

Inflação acima do esperado

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Os dados de inflação também ficam no radar. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de setembro registrou um aumento de 1,3% em relação ao mês anterior e de 6,3% em relação ao ano anterior — os maiores ganhos mensais e anuais desde 2022. Os números ficaram acima das expectativas de 0,6% e 5,5% dos economistas consultados pela Dow Jones.

Ontem, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou um avanço de 3,4% para 3,7% em setembro no acumulado dos últimos 12 meses, também acima das expectativas e distante da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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