Mercados

Wall Street abre em queda com atenção voltada ao Oriente Médio

20 mar 2026, 10:36 - atualizado em 20 mar 2026, 10:52
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(Foto: Reuters/Andrew Kelly/File Photo)

Os índices de Wall Street abriram em queda pela terceira sessão consecutiva com as atenções voltadas para os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

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Confira o desempenho dos índices por volta de 10h35 (horário de Brasília), logo após a abertura:

  • Dow Jones: -0,27%, aos 45.895,42 pontos;
  • S&P 500: -0,46%, aos 6.576,14 pontos; 
  • Nasdaq: -0,78%, aos 21.918,90 pontos.

Wall Street atenta à guerra

No 21º dia de conflito no Oriente Médio, os investidores acompanham a volatilidade dos preços do mercado de energia. Os contratos futuros do Brent para maio registravam leve queda de 0,52%, a US$ 108,08, por volta das 10h10 (horário de Brasília).

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse nesta sexta-feira (20) que a remoção das sanções de petróleo iraniano permitiria o abastecimento da Ásia em três ou quatro dias.

Já na quinta-feira (19), o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, havia sinalizado que os EUA podem em breve remover as sanções ao petróleo iraniano retido em navios-tanque no mar, em uma medida para tentar conter a alta dos preços do petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.

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Ontem, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, também trouxe algum alívio para os mercados ao dizer que o Irã não tem capacidade para enriquecer urânio e produzir mísseis balísticos, o que sugeriu um fim mais próximo para a guerra no Oriente Médio.

As falas ajudaram a moderar a alta do petróleo, que, na sessão de ontem, chegou a superar os US$ 119, o nível mais alto do Brent em cerca de dez dias.

Segundo o site Axios, o governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, está considerando planos para ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg para pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, citando quatro fontes com conhecimento do assunto.

No front econômico, em entrevista à Fox Business Network, a vice-chair de supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, disse nesta sexta-feira que vê uma série de cortes na taxa de juros este ano, em meio a preocupações com a fragilidade do mercado de trabalho.

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“Ainda estou preocupada com… o mercado de trabalho”, disse Bowman em uma entrevista. “Anotei três cortes antes do final de 2026 para, com sorte, sustentar o mercado de trabalho”, disse ela.

Na reunião de política monetária do Fed desta semana, as autoridades apontaram coletivamente um único corte nos juros para o ano.

*Com informações de Reuters 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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