Wall Street abre em alta após falas de Trump
Após três quedas consecutivas, os índices de Wall Street iniciaram a primeira sessão da semana em alta, após as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicarem arrefecimento das tensões com o Irã.
Confira o desempenho dos índices por volta de 10h32 (horário de Brasília), logo após a abertura:
- Dow Jones: +1,50%, aos 46.260,01 pontos;
- S&P 500: +1,39%, aos 6.596,97 pontos;
- Nasdaq: +1,60%, aos 21.994,05 pontos.
Wall Street acompanha a guerra
No 24º dia de conflito no Oriente Médio, os investidores acompanham atentamente os desdobramentos entre Irã e EUA.
Após realizar ameaças ao Irã no fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no Truth Social que Washington e Teerã tiveram conversas “muito boas e produtivas” nos últimos dois dias a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio.
Segundo Trump, as conversas entre os dois países devem continuar ao longo da semana.
“Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias”, escreveu.
Trump mencionou, no entanto, que a suspensão das ofensivas está sujeita ao sucesso das reuniões e discussões em andamento.
A agência de notícias iraniana Fars afirmou, no entanto, que não há comunicações diretas ou indiretas com os EUA, apesar da recente declaração do presidente norte-americano.
A Fars também disse que Trump recuou da ameaça de atacar usinas de energia iranianas depois que o Irã alertou que atacaria usinas de energia em toda a Ásia Ocidental em retaliação.
Com as afirmações de Trump, os contratos mais líquidos do Brent, para junho, viraram e passaram a operar em queda, abaixo dos US$ 100.
A alta da commodity trouxe desconforto aos Bancos Centrais recentemente que, em sua maioria, optaram por manter suas taxas de juros inalteradas.
Segundo o presidente do Federal Reserve da unidade de Chicago, Austan Goolsbee, a inflação é o maior risco enfrentado pela economia norte-americana no momento.
Devido aos preços elevados da gasolina ameaçando influenciar as expectativas dos consumidores, “no momento, acho que a inflação deve estar um pouco à frente do emprego” como prioridade do Fed, disse Goolsbee à CNBC.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo