Mercados

Wall Street cai com petróleo a US$ 100 e derrocada das ações de Alphabet e Tesla

23 jul 2026, 10:37 - atualizado em 23 jul 2026, 11:09
Wall Street; mercado de ações dos EUA; Nasdaq; NYSE ((Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)_
(Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

Os índices de Wall Street começaram o pregão desta quinta-feira (23) em tom negativo, estendendo as perdas da sessão anterior, com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

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A pressão também vem das Magnificent Seven: as ações da Alphabet (Nasdaq: GOOGL), dona do Google, recuam mais de 6% nos primeiros minutos do pregão com os investidores ainda repercutindo o aumento da previsão de investimento em inteligência artificial.

Os papéis da Tesla (Nasdaq: TSLA) também despencam quase 10% em reação aos números do balanço do segundo trimestre, que vieram abaixo do esperado.

Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

  • Dow Jones: -0,68%, aos 51.876,49 pontos;
  • S&P 500: -0,80%, aos 7.438,61 pontos;
  • Nasdaq: -1,57%, aos 25.287,588 pontos.

O que derruba Wall Street

As ofensivas entre Estados Unidos e Irã continuam pelo 12º dia consecutivo. Ontem, as forças armadas norte-americanas confirmaram uma nova rodada de ataques contra Teerã, sob orientação do presidente Donald Trump.

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Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã informou que um de três petroleiros pegou fogo após uma explosão enquanto tentava atravessar o que descreveu como uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz, e que os outros dois petroleiros retornaram.

A força militar iraniana ainda afirmou que o Estreito de Ormuz estava sob seu controle e “completamente fechado” enquanto os EUA seguem atuando na região, alertando que nenhum petroleiro teria permissão para entrar ou sair sem coordenação com o Irã.

Já os houthis, grupo militante do Iêmen aliado do Irã, afirmaram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita. O grupo controla a costa do Mar Vermelho no Iêmen.

Em reação, os preços do petróleo seguem em forte alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro subiam 6,15%, a US$ 99,84 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Em julho, o Brent já acumula alta de mais de 33%.

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Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham avanço de 5,16%, a US$ 91,32 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

O fantasma do shutdown de volta

Há também o temor de uma nova paralisação do governo federal. Ontem (22), Trump pediu aos congressistas norte-americanos que aprovem projetos que seguem parados no Senado e na Câmara, alertando para o risco de o país entrar em shutdown a partir de setembro.

“Os democratas precisam parar de travar as pautas no Congresso e aprová-las de uma vez”, criticou Trump durante um discurso em Atlanta, na Geórgia.

“Os democratas não querem aprovar nada. Eles se tornaram disfuncionais”, acrescentou Trump, ao afirmar que, em 2027, os Estados Unidos também terão que votar o próximo teto da dívida pública, quando vence o projeto “One Big Beautiful Bill Act” do presidente americano.

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No mesmo dia, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei de política de defesa de US$ 1,15 trilhão, após os democratas se recusarem a apoiar a medida em meio à guerra com o Irã.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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