Mercados

Wall Street abre sem direção com novo tarifaço de Trump e tech no radar

24 jul 2026, 10:49 - atualizado em 24 jul 2026, 10:57
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
(Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

Os índices de Wall Street começaram o pregão desta sexta-feira (24) mistos com volatilidade do setor de tecnologia, apesar dos dados positivos da Intel, e com o anúncio do novo tarifaço dos Estados Unidos aos principais parceiros comerciais.

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O mercado acompanha ainda o impacto dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com novos ataques dos EUA ao Irã.

Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

  • Dow Jones: +0,09%, aos 51.758,80 pontos;
  • S&P 500: +0,13%, aos 7.417,58 pontos;
  • Nasdaq: -0,05%, aos 25.124,401 pontos.

Tecnologia e tarifaço

A despeito da alta de 6% da Intel no pré-mercado, a ação recua mais de 2% no pregão regular. A empresa previu uma receita no terceiro trimestre acima das expectativas de Wall Street e elevou a estimativa de gastos de capital para este ano de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões.

A melhora nas perspectivas da Intel reflete a crescente adoção de suas unidades de processamento central para data centers por clientes que estão construindo infraestrutura para inteligência artificial, enquanto o presidente-executivo Lip-Bu Tan trabalha para posicionar a empresa como uma beneficiária mais ampla da demanda por chips impulsionada pela IA, apesar da liderança da Nvidia no segmento de chips aceleradores.

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Apesar dos dados positivos, o mercado segue cauteloso quanto aos gastos com a inteligência artificial.

Na noite de quinta-feira (23), entrou em vigor o novo pacote de tarifas do presidente Donald Trump. As novas tarifas implementadas a partir da Seção 301, que o governo espera que resistam melhor ao escrutínio legal, impõem taxas de 10% a 12,5% aos principais parceiros comerciais dos EUA.

A Casa Branca isentou alguns produtos energéticos dessas tarifas, visto que os mercados enfrentam preços mais altos do petróleo, que ameaçam comprometer o progresso no combate à inflação e se alastrar por toda a economia.

Ataques ao Irã

Nesta sexta-feira, mísseis dos EUA atingiram alvo em todo o Irã, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter prometido uma “punição militar severa” a Teerã e aos seus aliados houthis no Iêmen por estenderem o conflito para o Mar Vermelho.

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As Forças Armadas do Irã responderam atacando bases norte-americanas em países árabes vizinhos e alertando a população local de que poderiam atingir edifícios não militares utilizados por pessoal norte-americano. O Exército iraniano afirmou que as ameaças de Trump apenas reforçaram sua determinação.

Os houthis anunciaram no começo da semana um bloqueio naval à Arábia Saudita na região do Mar Vermelho. Ontem (23), os aliados do Irã atacaram dois petroleiros sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb.

Apesar disso, os preços do petróleo operam no terreno negativo. Por volta de 10h46 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro recuavam 2,84%, a US$ 97,83 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham queda de 2,17%, a US$ 90,19 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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