Wall Street sobem com alívio dos Treasuries e petróleo; Nasdaq e S&P 500 renova recordes
Os índices de Wall Street operam em forte alta nesta terça-feira (6) com alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americanos e nos preços do petróleo.
Nasdaq e S&P 500 renovaram as máximas intradia da história nos primeiros minutos do pregão.
Confira o desempenho dos índices por volta de 11h30 (horário de Brasília):
- Dow Jones: +0,50%, aos 51.525,29 pontos;
- S&P 500: +0,65%, aos 7.824,67 pontos;
- Nasdaq: +0,70%, aos 27.669,703 pontos.
Wall Street em alta
O tom positivo dos índices de Wall Street segue impulsionado pelas ações do setor de tecnologia ligadas à inteligência artificial (IA).
Em destaque, Nvidia (NVDA) tem alta de mais de 1%, levando a valorização de mercado da empresa mais valiosa do mundo para perto da marca de US$ 6 trilhões.
“O setor que, na minha opinião, está sendo visto como o que terá melhor desempenho é o de tecnologia da informação”, disse Robert Pavlik, gerente sênior de portfólio da Dakota Wealth.
“As expectativas para todos os outros setores são bem mais baixas, exceto para o de energia. Os preços mais altos da energia terão um impacto negativo nos gastos do consumidor.”
O mercado também opera à espera da divulgação de balanços corporativos. A temporada dos resultados do terceiro trimestre terá início na próxima semana. Analistas esperam, em média, que os lucros do S&P 500 aumentem mais de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, em grande parte graças às ações relacionadas à IA, de acordo com dados da LSEG.
Além disso, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, operam em queda após os vencimentos de 10 e 30 anos renovarem, na véspera, as máximas de meados de 2002. O alívio reduz a pressão sobre os ativos.
O desempenho negativo do petróleo também diminui o temor de novos choques inflacionários. Os preços do barril Brent, referência mundial, caem mais de 2% e operam abaixo de US$ 100, após a resiliência das exportações de petróleo bruto do Oriente Médio e a liberação de reservas de emergência pelo G7 amenizarem as preocupações com a oferta.
*Com informações de Reuters