Wall Street em máximas, esquema de R$ 1 bilhão em propinas na Receita de SP e mais: o que bombou na semana
As máximas registradas em Wall Street impulsionadas pelo rali de tecnologia e pelas expectativas de paz no Oriente Médio, e a carta escrita à mão por um fiscal investigado em um esquema de R$ 1 bilhão em propinas na Receita de São Paulo estão entre os assuntos que ganharam destaque entre os leitores.
Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, estão também os preços do bitcoin e falas de Warren Buffet. Confira o que mais repercutiu nos últimos dias:
Wall Street bate máximas com rali de tecnologia e expectativas de paz no Oriente Médio
Os índices de Wall Street bateram novos recordes de fechamento estendendo os ganhos do setor de tecnologia e diante do otimismo em relação a um acordo entre Estados Unidos e Irã para finalizar o conflito no Oriente Médio.
Na máxima, o Dow Jones chegou aos 51.094,18 pontos, o S&P 500 alcançou os 7.599,38 pontos, enquanto o Nasdaq bateu os 27.094,802 pontos. O pregão de hoje marcou a primeira vez que o Dow Jones superou os 51 mil pontos e o Nasdaq os 27 mil pontos.
Confira o fechamento dos índices na sexta-feira (29).
- Dow Jones: +0,74%, aos 51.043,55 pontos – no maior nível de fechamento histórico;
- S&P 500: +0,22%, aos 7.580,12 pontos – no maior nível de fechamento histórico;
- Nasdaq: +0,91%, aos 26.972,62 pontos – no maior nível de fechamento histórico.
No mês, o Nasdaq saltou mais de 8%, enquanto o S&P 500 subiu 5% e o Dow Jones avançou quase 3%.
Fiscal de esquema de R$ 1 bilhão em propinas na Receita de SP afirma: não sou ‘dedo-duro’
Em uma carta escrita à mão, em 19 páginas, enviada à 2.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores, o ex-supervisor da Diretoria de Fiscalização (Difis) da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, Artur Gomes da Silva Neto, afirmou que não é um “dedo-duro” da Operação Ícaro e que está “sobrevivendo dopado” na prisão.
Preso há mais de oito meses sob suspeita de criar e comandar um esquema bilionário de propinas em conluio com grandes varejistas e atacadistas – via a devolução antecipada de créditos tributários – , Silva Neto criticou a atuação do Ministério Público de São Paulo nas negociações de sua delação premiada, rejeitada pelos promotores.
As páginas de fichário redigidas por Artur em letra cursiva embasam um pedido da defesa para reavaliação do decreto de prisão preventiva, a suspensão da ação penal da Operação Ícaro e de seus desdobramentos, além da entrega aos advogados dos 33 anexos da delação premiada sobre os quais o auditor se debruçou durante as tratativas com o Ministério Público.
Artur alega na carta que os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel, à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos Financeiros (Gedec) buscavam “colher ilegalmente” informações durante as negociações da delação premiada, sob “intensa pressão” e em “condições psicológicas abaladas”.
Bitcoin (BTC) cai para US$ 74 mil com liquidações de quase US$ 1 bilhão
O Bitcoin (BTC) era negociado na casa dos US$ 74 mil, com uma queda da ordem de quase 3% nas primeiras horas do dia 23 de maio.
No mercado tradicional, os índices de Wall Street haviam encerrado a sessão com fortes ganhos em meio ao otimismo das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico pelo 2º dia consecutivo.
Warren Buffett disse: “seja medroso quando os outros forem gananciosos, e seja ganancioso quando os outros forem medrosos”
Warren Buffett, investidor e presidente da companhia trilionária Berkshire Hathaway, é atualmente um dos dez homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 147,9 bilhões.
Buffett tem um lema que reflete seus mais de 80 anos de atuação no mercado financeiro. “Seja medroso quando os outros forem gananciosos, e seja ganancioso quando os outros forem medrosos”.
A frase, à primeira vista, parece se referir a apenas se comportar de maneira contrária ao cenário imposto. No entanto, ela revela algo valioso sobre o mercado: a influência dos ciclos de emoções nos preços e na captação de possíveis oportunidades.
Ministério da Previdência estabelece prazo para INSS analisar e julgar pedidos de benefícios na fila
O Ministério da Previdência Social estabeleceu o mês de outubro de 2026 como limite para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) julgar os pedidos de benefício acumulados há mais de 45 dias. A meta é zerar a chamada fila efetiva, que reúne os processos travados além do prazo legal, e não o fluxo contínuo de novas solicitações feitas mensalmente ao sistema.
A diretriz do governo federal tenta liberar o acesso a rendas assistenciais e previdenciárias para famílias de menor poder aquisitivo. O Palácio do Planalto acompanha o indicador de perto, pois, na avaliação do governo, o atraso na concessão de aposentadorias, pensões e auxílios é apontado como um fator que empurra a população mais vulnerável para empréstimos informais e endividamento para a subsistência.
Para acelerar os processos, a portaria 1.919 da Presidência da República unificou os requerimentos em uma fila nacional única.
Na prática, servidores de Estados com menor volume de pendências, como os da Região Sul, assumem a análise de processos de localidades historicamente congestionadas, com destaque para as periferias das grandes metrópoles do Sudeste e municípios da região Norte, onde a escassez de agências agrava o tempo de espera.
*Com informações do Estadão Conteúdo