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Wall Street fecha em alta após recorde em geração de empregos nos EUA

02 jul 2020, 17:43 - atualizado em 02 jul 2020, 19:16
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O Dow Jones subiu 0,38%, para 25.832,02 pontos (Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Wall Street encerrou em alta, e o Nasdaq atingiu uma máxima recorde de fechamento nesta quinta-feira, com o sentimento dos investidores impulsionado pelo aumento recorde na geração líquida de postos de trabalho nos EUA em junho, em forte sinal de que a recuperação econômica no país está em curso.

Todos os três principais índices de ações dos EUA avançaram, com o S&P 500 registrando a quarta alta seguida.

Nesta quinta, o Dow Jones 0,36%, para 25.827,36 pontos, o S&P 500 ganhou 0,45%, para 3.130,01 pontos, e o Nasdaq valorizou 0,52%, para 10.207,63 pontos.

Estímulos massivos e esperanças de uma rápida recuperação econômica impulsionaram o S&P 500 e o Dow Jones. Ambos estão a cerca de 7,8% e 12,7% abaixo de seus picos históricos de fevereiro.

A economia norte-americana criou, em termos líquidos, 4,8 milhões de empregos em junho, de acordo com o Departamento do Trabalho, 1,8 milhão a mais do que o esperado por analistas, e um segundo recorde consecutivo na geração de vagas.

A recontratação em massa levou a taxa de desemprego a cair para 11,1%.

“Houve muito do que gostar nos dados econômicos da semana”, disse Paul Nolte, gestor de portfólio da Kingsview Asset Management em Chicago. “E ainda há conversas de que haverá mais estímulos vindos de Washington depois de eles voltarem da pausa de 4 de Julho.”

Mas a recuperação da economia dos EUA, agora em seu sexto mês de recessão, pode estagnar conforme os novos casos do Covid-19 batem recordes e vários dos Estados mais atingidos pelo ressurgimento do vírus interrompem ou revertem planos de reabrir suas economias.

Nesta quinta-feira, a Flórida registrou um recorde de 10 mil novos casos da doença, pior do que qualquer país europeu já tenha registrado no auge do surto em território europeu.

Nas próximas semanas, os agentes do mercado vão se preparar para a temporada de balanços do segundo trimestre. No agregado, analistas agora esperam que os balanços das empresas componentes do S&P 500 tenham caído 43,1%, à medida que as empresas enfrentaram demanda em queda e interromperam as cadeias de suprimentos.