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Wall Street: Dow Jones volta às máximas, enquanto Nasdaq opera no terreno negativo

25 jun 2026, 12:07 - atualizado em 25 jun 2026, 12:11
dow jones wall street
Kevin Warsh, chair do Fed (REUTERS/Kevin Lamarque)

Os índices de Wall Street operam com volatilidade nesta quinta-feira (25), após a divulgação do índice de inflação preferido do Federal Reserve e da queda do setor de tecnologia.

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O Dow Jones voltou a bater recordes, atingindo os 52.655,66 pontos na máxima. A última vez que o índice havia registrado recorde nominal foi em 16 de junho, de 52.190,29 pontos.

Confira o desempenho dos índices por volta das 11h52 (horário de Brasília):

  • Dow Jones: +1,48%, aos 52.616,92 pontos;
  • S&P 500: +0,59%, aos 7.401,48 pontos;
  • Nasdaq: -0,09%, aos 25.454,602 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

Os investidores de Wall Street avaliam os dados macroeconômicos desta manhã, além das expectativas para as ações de tecnologia, em baixa pela quarta sessão consecutiva.

O Índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal (PCE), o indicador preferido de inflação do Federal Reserve (Fed), avançou 0,4% em maio na comparação com abril, quando também registrou alta de 0,4%. A estimativa era de variação positiva de 0,5%, segundo economistas consultados pela Dow Jones.

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Já no acumulado em 12 meses até maio, o PCE acelerou para alta de 4,1%, ante 3,8% em abril. O número veio em linha com o esperado pelo mercado.

Após o dado, os títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, e o dólar perderam força e passaram a cair com os dados da inflação vindo dentro do esperado ou ligeiramente melhor.

Ainda assim, o mercado espera uma alta nos juros pelo Fed a partir de setembro de 2026, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group. Antes do PCE, a probabilidade de alta era de 70%. Agora, a aposta de alta é de 60,6%.

Em destaque, as ações da Micron Technology, avançam quase 13% após a divulgação dos resultados financeiros, que agradaram o mercado e deram um respiro para as companhias ligadas à inteligência artificial.

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O setor de tecnologia ainda opera no vermelho, mas reduz as perdas, contribuindo para que o S&P 500 retomasse o fôlego e virasse para o terreno positivo.

Outros dados econômicos

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre do ano, na terceira leitura, registrou alta de 2,1% na taxa anualizada, o que representa uma aceleração em relação à segunda leitura, de 1,6%, e também superou a estimativa preliminar, de 2,0%.

De acordo com o relatório do Bureau of Economic Analysis (BEA), o avanço do PIB no período veio em decorrência, principalmente, de uma redução na estimativa das importações, parcialmente compensada por uma revisão para baixo dos gastos dos consumidores.

A revisão para cima do crescimento no primeiro trimestre foi sustentado pelos investimentos, exportações, gastos do governo e consumo das famílias.

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Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 12.000 na semana encerrada em 20 de junho, para 215.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.

Os dados incluíram o feriado de Juneteenth da última sexta-feira, o que pode ter contribuído para parte da queda maior do que o esperado.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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