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WEG (WEGE3): Safra reduz preço-alvo da ação com perspectiva de ano mais fraco; é hora de vender?

10 jun 2026, 13:49 - atualizado em 10 jun 2026, 13:49
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(Imagem: Weg/Divulgação)

O Banco Safra cortou o preço-alvo de WEG (WEGE3) de R$ 57,40 para R$ 53,60, devido à redução das estimativas de crescimento para e empresa em 2026, além da análise de fluxo de caixa descontado da companhia, para a qual o banco estima um custo médio ponderado de capital de 9,5%.

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A nova precificação ainda implica um potencial de valorização de 19% ante o fechamento anterior (9) e, ainda assim, o banco manteve a recomendação neutra para o papel.

Ao considerar o primeiro trimestre de 2026 mais fraco, o Safra reduziu as projeções de receita em 6,1%, de Ebitda em 7,8%, com margem lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 21,4% (de 21,8%), e de lucro líquido em 10,7%.

Por volta das 13h45 (horário de Brasília), a WEG recuava 2,42% (R$ 42,25), em dia de aversão a risco no Ibovespa (IBOV).



Receita mais fraca

O Safra adotou uma postura mais conservadora, passando a prever crescimento de 3,5% na comparação anual para a receita da WEG, considerando o resultado mais fraco nos primeiros três meses do ano e um câmbio menos favorável.

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“Esperamos um segundo trimestre ainda fraco, diante da base mais difícil em solar, com melhorias apoiadas por comparações mais fáceis e o aumento de Betim T&D”, afirma o banco.

Além disso, a estimativa do banco para a receita em 2027 foi reduzida em 6,7%, para R$ 48,751 bilhões, com o maior benefício do aumento da capacidade só se concretizando a partir do terceiro trimestre do próximo ano.

Segundo o banco, isso transfere parte do crescimento esperado de 2027 para 2028, que subiu de 12,6%, na comparação anual, para 16%.

Tarifas e custos elevados pesam na margem Ebitda

Apesar de a margem Ebitda do primeiro trimestre ter sido de 22,2%, a lucratividade recorrente ficou próxima de 20%, menciona o Safra, e o cenário à frente deve continuar desafiador para a WEG.

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“Embora esperemos que as margens se recuperem gradualmente desse nível à medida que a receita melhora e a diluição de custos fixos se torna mais favorável, elas devem permanecer abaixo dos níveis do ano passado, refletindo custos altos de matérias-primas, tarifas dos EUA e custos trabalhistas mais altos associados ao aumento contínuo da capacidade”, detalha o banco.

Agora, o banco prevê margem Ebitda de 21,4% em 2026, ante estimativa de 21,8%.

Lucro líquido também deve ser impactado

Com a redução das estimativas de receita e margem Ebitda, o banco também diminuiu a estimativa de lucro líquido para 2026 em 10,7%, para R$ 6,089 bilhões, uma redução de 4,5% na comparação anual.

Além disso, diante das novas taxas da Seção 232 nos EUA, agora, as tarifas dependem da categoria e são cobradas sobre o valor alfandegário total, o que deve criar um impacto mais heterogêneo no portfólio da
WEG, na avaliação do Safra.

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“Alguns motores agora enfrentam uma tarifa de 25% sobre seu valor total — principal foco da pressão de curto prazo no México — já os transformadores se beneficiam de uma taxa temporária de 15% até o final de 2027, embora suba para 25% a partir de 2028”, detalha.

Nos cálculos do banco, as mudanças implicam uma carga tarifária de cerca de 2,9% da receita da WEG em 2025, acima dos 2% do cenário do início de 2026, mas ainda abaixo do nível visto em 2025, quando ainda estavam sujeitas ao regime tarifário de 50%.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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