Varejo

XP corta preço-alvo e perspectiva de lucro para Vivara (VIVA3) destacando três fatores de atenção

17 jun 2026, 11:44 - atualizado em 17 jun 2026, 11:44
Ações da Suzano também são recomendação de compra no day trade desta quinta-feira (Imagem: Money Times)
Ações da Suzano também são recomendação de compra no day trade desta quinta-feira (Imagem: Money Times)

Os analistas da XP Investimentos reduziram o preço-alvo das ações da Vivara (VIVA3) de R$ 38 para R$ 35 em um relatório publicado na noite da última terça-feira (16). Após incorporar os números do primeiro trimestre (1T26) e ajustar os modelos, a casa de análise destaca que as incertezas envolvendo três dinâmicas da varejista de luxo.

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Já quanto ao lucro líquido, as expectativas para o biênio 2026 e 2027 foram reduzidas entre 6,5% e 12%, de acordo com os analistas. Para o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado, a expectativa é de uma redução da ordem de 5% a 7% para o mesmo intervalo.

“Vemos a Vivara sendo negociada a 7,5x até 6x P/L (preço sobre lucro) nas projeções de 2026 e 2027, colocando a ação entre os nomes mais baratos da nossa cobertura. Também destacamos que a VIVA3 parece menos exposta à próxima legislação trabalhista, dada sua estrutura de remuneração da força de vendas (com comissões como componente relevante)”, dizem os analistas.

Além disso, o relatório destaca que a XP espera que a nova administração melhore gradualmente processos e destrave eficiências operacionais. Por volta das 11h30, as ações VIVA3 saltavam 1,4% no pregão regular.



Os três pilares de pressão sobre a Vivara (VIVA3)

A primeira delas é o desempenho mais fraco das vendas em mesmas lojas (SSS) do segmento Life da Vivara, que é a principal preocupação estrutural dos analistas para a empresa.

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A segunda inclui a gestão da pressão de custos, com a precificação de joias como principal alavanca para sustentar a margem bruta em 2026. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento de novos produtos só deve ganhar relevância em 2027.

Por último, a empresa vem buscando melhorar dinâmica de capital de giro a partir da redução dos estoques.

Vale destacar que essa iniciativa já começou a dar sinais iniciais de resultados, como já foi demonstrado no balanço do primeiro trimestre da empresa, com a redução de dias de estoque de 601 para 400 a 450 dias.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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