Vivara (VIVA3) despenca no Ibovespa após balanço frustrar mercado, mas Itaú BBA mantém compra
O Itaú BBA avaliou o resultado da Vivara (VIVA3) no primeiro trimestre de 2026 (1T26) como misto após a companhia anunciar um lucro líquido de R$ 88,2 milhões, queda de 27,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por volta das 13h45 desta sexta-feira (8), a ação registrava uma das maiores baixas do Ibovespa, com queda de 9,08%, sendo negociada no valor de R$ 25,20.
De acordo com o banco, a companhia teve forte desempenho operacional até a linha de lucro bruto, mas o aumento das despesas de vendas pressionou a rentabilidade.
Apesar das pressões de curto prazo, o Itaú BBA segue vendo fundamentos saudáveis e mantém recomendação outperform (o equivalente a compra) para a ação.
O Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ficou 11% abaixo do consenso do mercado, principalmente devido aos maiores gastos com pessoal, frete e marketing.
Eles destacam que, além da queda de 2,6 pontos percentuais na margem Ebitda na comparação anual, o lucro por ação (LPA, ou EPS, na sigla em inglês) também veio abaixo das expectativas.
Os analistas ainda apontam uma preocupação maior com o segmento Life, que desacelerou no período, pressionado pela pressão dos custos e reajustes de preços. O fortalecimento da concorrência, especialmente da Pandora, também é um sinal de alerta do relatório.
Outro lado da Vivara (VIVA3)
Por outro lado, o BBA ressaltou alguns pontos positivos nos números da companhia.
A expansão da margem bruta, mesmo com alta das commodities, o crescimento de receita de 13,8% na comparação anual e melhora na conversão de caixa e na dinâmica de estoques, foram os principais destaques deste trimestre para a Vivara.
O banco destaca que o foco do mercado agora será verificar se a Vivara conseguirá manter crescimento de vendas com margens preservadas ao longo de 2026.
*Com supervisão de Renan Sousa