O que é o Zelle, sistema sugerido por Eduardo Bolsonaro como alternativa ao Pix
Eduardo Bolsonaro (PL) sugeriu a substituição do Pix pelo sistema de pagamentos semelhante dos Estados Unidos, o Zelle.
Em entrevista à rádio TMC na quinta-feira (4), o ex-deputado afirmou que o chamado “Pix americano” poderia “ir para a mesa de negociação”.
A declaração ocorre em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix.
Em documento recente, os EUA anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e apontaram o sistema de pagamentos instantâneos como um fator que prejudicaria interesses comerciais americanos.
Segundo o governo americano, o Pix teria impactado negativamente empresas de cartões de crédito ao ampliar a concorrência no setor de pagamentos.
Pix x Zelle: quais são as diferenças?
As diferenças entre Pix e Zelle começam pela estrutura. O sistema brasileiro é público e administrado pelo Banco Central.
Já o Zelle é uma plataforma privada, operada pela Early Warning Services, empresa controlada por grandes bancos americanos, como Bank of America, Capital One e JPMorgan Chase.
Outra diferença está nos custos. O Pix é gratuito para pessoas físicas na maior parte das operações e as transferências são concluídas em poucos segundos.
No caso do Zelle, as transações também costumam ser rápidas, mas podem levar alguns minutos para serem processadas. Além disso, eventuais tarifas dependem da política de cada instituição financeira.
Os dois sistemas são voltados principalmente para transferências domésticas. No entanto, o Banco Central estuda alternativas para permitir operações internacionais diretamente pelo Pix.
Há ainda diferenças de alcance. O Pix está disponível em todas as instituições financeiras obrigadas a aderir ao sistema, conforme determinação do Banco Central.
O Zelle, por sua vez, está presente em mais de 2,4 mil bancos e cooperativas de crédito nos Estados Unidos, mas não possui cobertura universal em todo o sistema bancário do país.
*Sob supervisão de Renan Dantas.