10 ações para investir com o início de cortes na Selic no radar, segundo a Empiricus Research
A Empiricus Researchrealizou algumas alterações em sua carteira recomendada mensal de ações. Para março, Porto (PSSA3) e Direcional (DIRR3) deixam o portfólio, abrindo espaço para Axia Energia (AXIA6) e Cyrela (CYRE3).
O analista Ruy Hungria, que assina a carteira, pontua que a retirada de Direcional visa realizar o lucro, uma vez que a construtora subiu 17% em fevereiro, frente uma alta 4,1% do Ibovespa (IBOV).
No lugar entra a Cyrela, que não acompanhou a alta da bolsa em fevereiro apesar de sua excelência operacional, público mais resiliente e maior sensibilidade a ao ciclo de cortes de juros que se aproxima.
Já a retirada da Porto ocorre após um desempenho positivo de 47,5% desde a entrada na carteira e 4,16% no mês (ante 46,6% e 4,09% do Ibovespa, respectivamente), com o intuito de financiar a compra de Axia, que negocia a múltiplos atrativo em relação aos pares, tem apresentado melhora de eficiência e geração forte de caixa, o que traz um upside maior que a Porto no momento, na visão da casa.
“Também aproveitamos para rebalancear a carteira. Assim, reduzimos a posição em Nubank (ROXO34), dada a volatilidade esperada do ativo no curto prazo, e aumentamos a posição em Smart Fit (SMFT3) e Prio (PRIO3), teses de convicção da carteira. O portfólio agora tem 10 nomes com pesos iguais”, diz o analista.
Além das mencionadas, completam a seleção para março as ações da Cosan (CSAN3), Equatorial (EQTL3), Itaú (ITUB4), Rede D’or (RDOR3) e Localiza (RENT3).
Em fevereiro, a carteira teve uma performance de +0,1%, contra +4,1% do Ibovespa.
Queda da Selic no radar
O analista Ruy Hungria pondera que o fluxo estrangeiro segue como fator preponderante para o bom desempenho do Ibovespa em 2026.
No entanto, mesmo após uma forte pernada de alta, ainda existem fatores que podem sustentar uma nova reprecificação, como um ciclo de cortes de juros além das expectativas, mudança no ciclo político-econômico e inversão do fluxo de institucionais locais, que seguem retirando dinheiro da Bolsa.
“Como não podemos dar esses fatores como certos, nossa sugestão é continuar com uma carteira equilibrada, com empresas que costumam mostrar solidez mesmo em ambientes adversos”, avalia Hungria.
Março acompanha um dos grandes gatilhos para a Bolsa brasileira neste ano. É esperado o início do ciclo de cortes da taxa básica de juros (Selic) nas reuniões dos dias 17 e 18. A flexibilização pode chegar a 12% no fim de 2026.
“É verdade que o enfraquecimento do dólar e as incertezas envolvendo Donald Trump foram fundamentais para o fluxo estrangeiro que tem desembarcado no Brasil e ajudado o Ibovespa a renovar os seus recordes. Mas parte desse movimento também se dá por questões internas, como a perspectiva de melhora de resultados das companhias com a redução da Selic”, diz Hungria.
Veja as ações recomendadas pela Empiricus para março
| Ticker | Empresa | Peso | Setor |
|---|---|---|---|
| AXIA6 | Axia Energia | 10% | Energia Elétrica |
| CSAN3 | Cosan | 10% | Infraestrutura |
| CYRE3 | Cyrela | 10% | Incorporação |
| EQTL3 | Equatorial | 10% | Energia Elétrica |
| ITUB4 | Itaú | 10% | Financeiro |
| PRIO3 | Prio | 10% | Óleo & Gás |
| RDOR3 | Rede D’Or | 10% | Saúde |
| RENT3 | Localiza | 10% | Locação de Veículos |
| ROXO34 | Nubank | 10% | Financeiro |
| SMFT3 | SmartFit | 10% | Varejo |