Criptomoedas

Esse homem seria bilionário (se sua namorada não tivesse jogado fora um HD cheio de bitcoins)

13 mar 2026, 12:34 - atualizado em 13 mar 2026, 11:36
bitcoin btc jogado fora hd milionário (1)
James Howells seria considerado um bilionário no Brasil se sua agora ex-namorada não tivesse jogado fora um HD com 8 mil bitcoins / Imagem: Copilot (IA)

As criptomoedas configuram um dos mercados mais novos no mundo da economia. O bitcoin (BTC), por exemplo, nasceu em 2009. Isso faz a moeda digital parte da Geração Alpha, também conhecida por serem fãs do “brainrot” do Tiktok.

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E, assim como as crianças da era digital, o bitcoin cresceu ao longo dos anos. Para contar a história que vem a seguir, precisamos voltar para 2013, o quarto ano de vida da mãe de todas as criptomoedas.

O BTC começou 2013 valendo US$ 13,22 e terminou aquele ano cotada a US$ 732, uma alta de mais de 5.000%. Com o passar dos anos, muitos dos pioneiros que investiram em cripto naqueles primeiros anos tornaram-se milionários ou até bilionários.

Hoje, por exemplo, o preço de um bitcoin oscila na faixa dos US$ 70 mil.

James Howells poderia ter sido um deles. Ele guardava consigo, desconectado da rede, um HD com 8 mil bitcoins. Na cotação atual, ele teria mais de US$ 500 milhões à sua disposição. Se convertesse essa fortuna em reais, Howells seria chamado de bilionário.

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Isso se sua namorada não tivesse jogado o HD no lixo. Literalmente. Como ele perdeu milhões de dólares em bitcoin.

O engenheiro de tecnologia da informação minerou BTC em 2009, quando o ativo ainda valia meros centavos. Depois de acumular 8 mil bitcoins, ele guardou as criptomoedas no HD. Até que um dia, quatro anos depois, a namorada de Howells na época jogou o disco rígido fora. Mas toda história tem dois lados, pelo menos.

“Sim, eu joguei fora o lixo dele. Foi ele que me pediu para fazer isso”, disse Halfina Eddy-Evans ao Daily Mail.

Ela contou que o disco rígido estava dentro de um saco preto junto a outros objetos indesejados. Segundo Halfina, Howells teria implorado para que ela levasse o lixo ao lixão — e assim ela fez, sem saber que o HD em questão fora inadvertidamente separado para descarte.

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Uma novela de mil capítulos

Na ocasião do descarte, os 8 mil bitcoins minerados por Howells já valiam mais de US$ 5 milhões. Quando percebeu que havia perdido tanto dinheiro, o britânico fez de tudo para recuperar o HD, que havia sido coletado e levado para um lixão do País de Gales.

Ele chegou até mesmo a montar uma equipe de busca. Mais de uma vez, o homem pediu permissão ao governo local para acessar o lixão. Também ofereceu uma parte das moedas desaparecidas como recompensa, caso o disco rígido fosse recuperado com sucesso.

Howells também recorreu à justiça, mas sua sorte não mudou. A novela seguiu do seguinte modo:

  • Em janeiro de 2025, ele perdeu uma ação judicial para ganhar uma indenização de 495 milhões de libras (R$ 3,5 bilhões) e realizar uma busca no aterro sanitário da cidade onde vive; as autoridades argumentaram que o movimento seria um grande risco ecológico
  • James Howells diz que está planejando abrir um processo no Tribunal de Apelação e vai representar a si mesmo, descartando sua equipe jurídica e ‘apostando’ no trabalho de um Agente de IA – ou seja, praticamente um ChatGPT que atuaria como seu advogado
  • O engenheiro também manifestou a intenção de comprar o terreno onde fica o aterro sanitário com ajuda de investidores do Oriente Médio e dos Estados Unidos, que financiariam a busca

O que se sabe é que, desde 2013, todo dia é sexta-feira 13 para James Howells. Ele e a namorada se separaram alguns anos depois. O que se sabe é que, mais de uma década depois, Howells continua atrás do “X” no mapa para achar sua fortuna milionária.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
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