Eleições 2026

‘A escolha que está diante dos brasileiros é desoladora’: The Economist comenta eleições brasileiras — e aponta Renan Santos como seu favorito

25 set 2026, 14:20 - atualizado em 25 set 2026, 14:33
Renan Santos, candidato do Missão para a presidência da República (Imagem: Montagem Money Times Divulgação)
Renan Santos, candidato do Missão para a presidência da República (Imagem: Montagem Money Times Divulgação)

“Nenhum dos dois é confiável quando se trata de enfrentar os dois maiores problemas do Brasil”, afirma um editorial da revista The Economist, publicado nesta quinta-feira (24). A prestigiada publicação semanal britânica fez um balanço de ambos os candidatos à frente nas pesquisas eleitorais brasileiras.

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De um lado, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta emplacar o quarto mandato aos 81 anos, acumulando diversos desgastes políticos. Do outro, um “nepo baby”, como é chamado Flávio Bolsonaro (PL) pela publicação, cuja proposta mais relevante é conceder anistia ao pai, preso em 2025.

Resumindo em uma frase, “a escolha que está diante dos brasileiros é desoladora”, diz a revista.

“Os dois estão empatados nas pesquisas, com Flávio em ascensão. Nenhum dos dois é confiável quando se trata de enfrentar os dois maiores problemas do Brasil: a corrupção arraigada e a expansão incessante dos gastos públicos. Sem um plano sólido para reduzir a dívida pública em relação ao PIB, o risco de uma espiral de juros da dívida manterá os custos de financiamento elevados, privando a economia do capital necessário para aumentar a produtividade e o crescimento”, afirma a publicação.

Crise no Supremo e crescimento da dívida

A The Economist ainda cita os atuais problemas locais, como o crescimento da dívida pública, desaceleração do crescimento econômico e engessamento das contas públicas.

“A expansão contínua dos gastos do governo alimenta a inflação, obrigando o Banco Central a manter os juros elevados. Reduzir a dívida e baixar os juros exigirá cortes profundos nos gastos públicos, dos quais 92% são determinados por lei ou pela Constituição brasileira, absurdamente detalhista”.

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Além disso, a revista cita a mais recente crise entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvidos em esquemas de corrupção com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“A corrupção também enfraquece as instituições que garantem os mecanismos de controle e equilíbrio do Brasil. Poucas semanas depois da condenação de Jair, eclodiu um escândalo conhecido como Banco Master, que rapidamente envolveu o Supremo Tribunal Federal. As investigações policiais, até agora, mostraram que cinco dos 11 ministros da Corte tinham ligações com Daniel Vorcaro, o playboy apontado como mentor do esquema. Isso alimenta o cinismo público, tornando mais fácil para os brasileiros ignorarem a condenação de Jair por planejar um golpe e apoiarem seu filho”.

O candidato da The Economist para estas eleições

Por isso, a The Economist aponta que o “candidato cujas ideias mais se aproximam do momento atual” é Renan Santos (Missão), “um libertário de atuação combativa”.

“Ele quer promover profundas reformas estruturais e cortes de gastos para transformar o Brasil em uma grande potência”, diz a publicação.

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No entanto, a The Economist entende que nem ele nem qualquer outro candidato outsider (isto é, de fora do sistema político tradicional) conseguiu avançar contra as máquinas políticas de Lula e Bolsonaro.

“O país caminha para uma crise previsível, mas grande parte de sua elite política está confortável demais com o estado atual das coisas para mudar de rumo”.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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