Ações da Embraer (EMBJ3) sobem após carteira de pedidos do 2T26 e analistas veem espaço para novas altas; veja
As ações da Embraer (EMBJ3) figuram entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) no pregão desta segunda-feira (27), após a companhia encerrar o segundo trimestre com US$ 34,5 bilhões de pedidos em carteira (backlog), aumento de 16% sobre o final de junho do ano passado.
No período, a Embraer entregou 65 aviões, sendo 20 do segmento comercial e 45 executivos. No primeiro trimestre deste ano, os envios de aeronaves a clientes somaram 44 unidades e no segundo trimestre do ano passado as entregas foram de 61 aeoronaves.
Por volta de 11h15 (horário de Brasília), as ações EMBJ3 subiam 3,22%, cotadas a R$ 85,16. Acompanhe o tempo real.
Na visão do BTG Pactual, o principal catalisador para a expansão da carteira de pedidos foi o registro do pedido dos Emirados Árabes Unidos de até 20 KC-390s, uma vez que Defesa apresentou o crescimento mais forte no trimestre, com o backlog subindo de US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre para US$ 6,1 bilhões no segundo.
“De forma geral, essa divulgação de backlog foi importante para evidenciar a forte precificação contratual embutida no grande pedido de KC-390 dos Emirados Árabes Unidos, o que vemos como um catalisador relevante para a narrativa de Defesa no médio prazo”, dizem os analistas do banco.
Do lado da aviação comercial, o BTG que o mix ligeiramente mais fraco, impulsionado em parte pela entrega de dois E2s para a Porter, somado à falta de crescimento em base anual relevante nas entregas, pode representar um desafio modesto para as margens comerciais neste trimestre, embora nada que mude materialmente os fundamentos.
“Por fim, destacamos que esse backlog ainda não incorpora a forte onda de mais de 50 pedidos de aeronaves anunciados no Farnborough Airshow na semana passada, deixando espaço para um backlog do terceiro trimestre ainda mais forte, particularmente impulsionado pelo segmento comercial”, dizem os analistas.
O BTG recomenda compra para a fabricante brasileira de aeronaves, com preço-alvo de R$ 126.
Analistas do Citi também esperam uma continuidade no aumento da carteira de pedidos no terceiro trimestre deste ano após o pedido recentemente anunciado de 28 aeronaves comerciais, que não foi incluído nos números reportados e pode adicionar aproximadamente US$ 1,2 bilhão (+8%) à carteira da Aviação Comercial.
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Visão construtiva para Embraer
A leitura do Bradesco BBI para a carteira de pedidos da Embraer é positiva, tendo em vista que se trata do sétimo trimestre consecutivo de recorde, o que reforça a previsibilidade de receita e reduz os riscos da tese de investimento.
Em conjunto, os números reforçam a visão construtiva para a fabricante, sustentada por forte momentum de pedidos, potencial adicional em Aviação Comercial e Defesa, maior previsibilidade de receita e perspectiva de expansão de margens.
“Mantemos recomendação Compra, com preço-alvo de R$ 110,00, e estimamos Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 248 milhões no 2T26, cerca de 3% acima do consenso”, dizem os analistas da casa.
A XP Investimentos chama atenção para o fato de que o crescimento do backlog permaneceu mesmo em um cenário de incerteza geopolítica e volatilidade dos preços de combustíveis, o que apoia a visão positiva sobre os números operacionais.
“Defesa & Segurança se destacou, registrando book-to-bill (o indicador que mede a relação entre os novos pedidos recebidos e as entregas em um período) de 2,6 vezes e aumentando o backlog de US$ 4,4 bilhões para US$ 6,1 bilhões após o pedido dos Emirados Árabes Unidos de 10 C-390″, destacam os analistas.
Considerando esse aumento e a estimativa da casa de US$ 236 milhões para as receitas de Defesa no 2T26, a XP calcula que o contrato implica um valor de cerca de US$ 180–190 milhões por aeronave, reforçando a crescente tração internacional e o posicionamento competitivo do C-390, além de sugerir um nível sólido de rentabilidade para esses pedidos.
“No geral, vemos o backlog da Embraer proporcionando visibilidade de receitas até o fim da década, sustentando nossa recomendação de Compra”, dizem os analistas.