Destaques da Bolsa

Ações da Telefônica Brasil (VIVT3) sobem após 4T25 e programa de recompra; o que agradou?

23 fev 2026, 16:48 - atualizado em 23 fev 2026, 16:48
Telefônica Brasil
(Imagem: REUTERS/Leonardo Benassatto)

As ações da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, performam entre os destaques positivos do Ibovespa (IBOV) no pregão desta segunda-feira (23), após o lucro líquido do quarto trimestre de 2025 superar as expectativas.

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Mais cedo, a companhia de telecomunicações reportou lucro de R$ 1,88 bilhão, uma alta de 6,5% ante o desempenho do ano anterior. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 6,70 bilhões, alta de 8,1% na comparação anual.

Analistas esperavam lucro líquido de R$ 1,73 bilhão e Ebitda de R$ 6,35 bilhões para a companhia de telecomunicações, segundo média de previsões compilada pela LSEG.

Por volta de 16h30 (horário de Brasília), as ações VIVT3 subiam 2,63%, a R$ 41,77. Acompanhe o tempo real.



A receita líquida somou R$ 15,61 bilhões, uma alta de 7,1% na comparação com o quarto trimestre de 2024.

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Analistas do BTG Pactual ponderam que receita, Ebitda e lucro líquido vieram praticamente em linha com as expectativas.

Em receitas, eles destacam que houve impulsiono de uma receita de serviços móveis (MSR) mais forte no crescimento, parcialmente compensada por um desempenho ligeiramente mais fraco em telefonia fixa.

“A Vivo distribuiu R$ 6,4 bilhões em remuneração aos acionistas em 2025, e esperamos distribuição de R$ 8,7 bilhões em 2026. Assumindo um cenário competitivo saudável, o setor deve permanecer capaz de expandir a receita líquida amplamente em linha com a inflação, ampliar margem Ebitda e manter capex estável, já que o próximo ciclo de investimentos permanece distante”, diz o BTG.

Essa combinação deve sustentar crescimento contínuo de geração de fluxo de caixa operacional. No entanto, após o forte desempenho no acumulado do ano (sobre uma base já excepcional em 2025), o valuation avançou e os yields se comprimiram, ponderam os analistas.

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Com base na estimativa de distribuição de R$ 8,7 bilhões para 2026, a ação agora oferece um dividend yield de 6,6%.

O BTG tem recomendação de compra para VIVT3, com preço-alvo de R$ 31.

Programa de recompra da Telefônica Brasil

Analistas do Santander destacam que, junto com os resultados do quarto trimestre de 2025, a Vivo também anunciou um novo programa de recompra de ações (válido até fevereiro de 2027), no qual recomprará até R$ 1 bilhão.

Na avaliação do banco, o piso para a remuneração total dos acionistas deve ser alto em 2026, considerando:

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  • Redução de capital de R$ 4 bilhões já anunciada;
  • Novo programa de recompra de ações;
  • Maximização dos juros sobre o capital.

“Mantemos nossa projeção de remuneração total dos acionistas em aproximadamente R$ 9 bilhões para 2026, o que implica um rendimento de dividendos de aproximadamente 7%”, dizem os analistas.

A classificação do Santander para a dona do Vivo é Outperform, equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 42.

Para o Itaú BBA, os resultados da companhia foram neutros. Sólidos, como previsto, e em grande parte alinhados com as estimativas da casa. Os analistas avaliam que o desempenho das ações, com alta acumulada de 24% no ano, leva a crer que o forte resultado já está parcialmente precificado.

“Olhando para o futuro, esperamos que os investidores se concentrem na capacidade da Vivo de gerar fluxo de caixa e no potencial de aumento da distribuição total aos acionistas neste ano”, diz o BBA.

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A casa mantém a classificação market perform, equivalente a neutra, com as ações negociadas a um rendimento de dividendos de aproximadamente 6,4% em 2026.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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