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Alavancada, CSN (CSNA3) encaminha venda de subsidiária alemã; veja valores

09 out 2026, 18:53 - atualizado em 09 out 2026, 18:57
CSN Mineração
(Imagem:

Enfim, a CSN (CSNA3) fechou a venda de sua operação de aços longos na Alemanha, a Stahlwerk Thüringen GmbH (SWT), em uma transação avaliada em € 550 milhões, sujeita a ajustes. A operação faz parte da estratégia da companhia para reduzir seu nível de endividamento.

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Há meses o mercado especula sobre possíveis vendas da companhia, que está com alavancagem na ‘lua’.

A companhia encerrou o segundo trimestre com aproximadamente R$ 42 bilhões em dívida líquida e alavancagem de 3,49 vezes, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, o maior nível dos últimos cinco anos.

O acordo prevê um período de exclusividade de até 10 semanas para a negociação dos documentos definitivos da operação, além do cumprimento de condições precedentes usuais para transações desse porte.

A SWT está localizada em Unterwellenborn, na Alemanha, e possui capacidade instalada de produção de 1,1 milhão de toneladas de aço por ano.

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A usina foi adquirida pela CSN em 2012 com o objetivo de diversificar sua presença geográfica e ampliar sua atuação no segmento de aços longos.

No comunicado, a companhia destacou que a potencial venda representa mais um passo relevante dentro de seu programa de desinvestimentos, conduzido ao longo deste ano para “equacionar em definitivo sua estrutura de capital” e reduzir a alavancagem financeira.

A compradora potencial, a Megasa, é um grupo industrial espanhol com atuação no mercado europeu de siderurgia e presença industrial na Espanha, Portugal e França.

CSN

A negociação para a venda da siderúrgica alemã SWT ocorre em um momento em que a CSN intensifica esforços para reduzir sua alavancagem financeira e simplificar sua estrutura de negócios.

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Nos últimos anos, o elevado endividamento da companhia tem sido um dos principais pontos de atenção para investidores, especialmente em um cenário de juros elevados e de menor dinamismo no mercado global de aço.

A saída do executivo Benjamin Steinbruch, ex-Vale, trouxe à tona questionamentos sobre os rumos da companhia e os desafios relacionados à governança corporativa e à execução da estratégia da CSN.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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