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Allos (ALOS3): O que fazer com as ações após o balanço do 4T25, segundo BTG e BBI

11 mar 2026, 15:16 - atualizado em 11 mar 2026, 15:16
Com dividendos altos, Allos (ALOS3) mira renda recorrente e acirra concorrência com FIIs; qual é a melhor opção? (Imagem: gerada no Copilot)
Allos (ALOS3): O que fazer com as ações após o balanço do 4T25, segundo BTG e BBI (Imagem: gerada no Copilot)

O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Allos (ALOS3) após a companhia divulgar, na noite de terça-feira (10), o balanço do quarto trimestre de (4T25) considerado em linha com as estimativas do banco.

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O preço-alvo para os papéis é de R$ 39, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 27% frente à cotação atual, de R$ 30,75.



‘Números sólidos’

Em relatório, o BTG afirmou que a administradora de shopping centers reportou um quarto trimestre “sem surpresas”, com resultados financeiros e operacionais sólidos.

Entre outubro e dezembro, a receita da companhia somou R$ 851 milhões, alta de 3% frente ao mesmo período de 2024 e 1% acima das projeções do banco.

Apesar disso, o EBITDA ajustado (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 630 milhões, avanço anual de 1%, mas 2% abaixo do esperado, devido a custos-caixa um pouco maiores do que o previsto.

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De acordo com o relatório, a Allos apresentou um crescimento moderado, embora esperado, do indicador SSS (vendas nas mesmas lojas), que avançou 3%, impactado por uma base de comparação mais forte.

Já o SSR (aluguel das mesmas lojas) avançou 5,7% no 4T25 ante o 4T24, enquanto a taxa de vacância do portfólio caiu para 2,4%, redução de 90 pontos-base — nível considerado positivo pelo BTG.

O custo de ocupação dos locatários, por sua vez, permaneceu estável em 9,9% das vendas, enquanto o índice líquido de inadimplência foi de -1,6%, refletindo a cobrança de aluguéis vencidos no período.

“Os resultados do 4T25 vieram sem surpresas, com números em linha com nossas estimativas. Os indicadores operacionais permaneceram sólidos, embora o SSS tenha sido um pouco mais fraco, enquanto vacância e inadimplência surpreenderam positivamente”, afirmou o banco.

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Projeções para 2026

Além dos resultados, a Allos divulgou uma nova projeção (guidance) de EBITDA para 2026 — de R$ 2,17 bilhões a R$ 2,24 bilhões: na avaliação do BTG, esses valores ficaram amplamente em linha com as expectativas do consenso de mercado.

A companhia também elevou a expectativa de geração de caixa com projetos multiuso, que deve alcançar R$ 539 milhões este ano, ante R$ 433 milhões apontados anteriormente.

“Comparando o guidance com nossas estimativas, parecemos um pouco conservadores, já que nosso EBITDA de R$ 2,18 bilhões para 2026 está na parte inferior da projeção da Allos”, disse o banco, destacando que as ações oferecem uma proposta diferenciada aos acionistas, com menor necessidade de capex e dividend yield projetado de 11%.

Allos: o que fazer com as ações, segundo o BBI

Da mesma maneira, o Bradesco BBI manteve recomendação de compra para ALOS3, afirmando que os papéis são negociados a 10,5 vezes o múltiplo P/FFO estimado para 2026.

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Em relatório, a instituição classificou o balanço do quarto trimestre da companhia como “bom, mas esperado”, destacando a alavancagem considerada saudável, em 1,7 vez dívida líquida/EBITDA (contra 1,9 vez da Iguatemi e 2,3 vezes da Multiplan).

“Em geral, os resultados foram bons e alinhados com o que esperávamos. Como visto em outros players, os números operacionais vieram um pouco mais fracos, já que as vendas desaceleraram no 4T25”, disse a casa.

O BBI também destaca que o dividend yield próximo de 11% tende a reduzir a volatilidade das ações, especialmente em um ano eleitoral, já que a companhia reiterou sua projeção de pagar proventos mensais entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por papel até dezembro.

Em entrevista recente ao Money Times, a diretora financeira (CFO) e de relações com investidores da Allos, Daniella Guanabara, comentou as principais apostas da empresa para 2026. Confira aqui.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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