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Análise de preço do bitcoin (parte 2): como considerar transações ao analisar o comportamento da rede

17/06/2020 - 15:45
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Confira a segunda parte da análise completa divulgada pela Brave New Coin nesta quarta-feira sobre as métricas fundamentais da rede Bitcoin (Imagem: Crypto Times)

A rede Bitcoin possui bem mais endereços ativos do que qualquer outro blockchain. Um grande aumento ou crescimento estável nos DAAs deve ser considerado como um indicador de mercado de alta (“bullish”) para preços de mercado, pois sugere um aumento por bitcoins no blockchain.

Já que transações fora do blockchain facilitam o aumento, endereços diários ativos podem estagnar ou cair ao longo do tempo.

A capitalização de mercado dividida pelo valor de mercado obtido (MVRV) é outra métrica nativa e fundamental usada para avaliar as condições de sobrecompra ou sobrevenda.

Valor de mercado obtido aproxima o valor pago para todas as moedas em existência ao somar o valor de mercado das moedas na hora em que foram movimentadas pela última vez no blockchain.

Historicamente, períodos em que o escore-Z do MVRV está abaixo de zero representaram condições de sobrevenda, enquantos períodos em que o escore-Z do MVRV está acima de sete representaram condições de sobrecompra.

Desde 2013, todos os três picos de escore-Z do MVRV acima de sete coincidiram com altas recordes no preço. Atualmente, o MVRV está em 1,02 após ter aumentado de -0,20 no dia 12 de março.

Todos os períodos anteriores com um escore-Z do MVRV abaixo de zero se mantiveram por meses antes de se movimentarem para áreas positivas.

(Imagem: lookintobitcoin)

Geralmente, o bitcoin é comparado a outras commodities com propriedades de reserva de valor, como ouro, prata ou platina.

O modelo estoque sobre fluxo (do inglês “stock-to-flow”), em comparação à quantia atualmente disponível versus a quantia minerada ao longo do tempo, pode ser usado para determinar o possível preço futuro de uma commodity.

O modelo de estoque sobre fluxo do bitcoin, criado por PlanB, sugere um preço-alvo de US$ 100 mil nos próximos dois anos. Desde 2011, o preço do bitcoin manteve a trajetória prevista.

A variação do modelo também pode ser usada como uma métrica para condições de sobrevenda ou sobrecompra, em relação ao preço previsto de estoque sobre fluxo.

(Imagem: lookintobitcoin)

Analisar a idade de quantias de transações não gastas (UTXOs, do inglês “Unspent Transaction Outputs”), ou moedas não gastas, também pode fornecer algumas percepções sobre as movimentações de preço.

O aumento nas moedas recém-movimentadas tende a ser correlacionado com valores superiores e inferiores de mercado e pode representar euforia ou capitulação.

Moedas que não foram movimentadas recentemente são representadas em cores mais frias enquanto moedas sendo movimentadas são representadas por cores mais quentes.

(Imagem: Plotly/Unchained)

Moedas que não foram movimentadas em mais de cinco anos (azul escuro) totalizam 21,65% do fornecimento em circulação, ou cerca de 3,98 milhões de BTC.

O grupo entre dois a três anos de idade (turquesa), ou as moedas que não foram movimentadas entre junho de 2017 e junho de 2018, possuem a segunda maior porcentagem de distribuição, de 15%.

O grupo entre um a três meses (laranja) aumentou 5% entre abril de 2019 a junho de 2019, mas caiu nos últimos meses.

Historicamente, as maiores altas no preço aconteceram quando o grupo de um a três meses, atualmente em 7,24%, representou mais do que 15% de todas as UTXOs em circulação.

Pensando nas atividades de desenvolvimento, as versões v0.19.1 e v0.20.0 do Bitcoin Coram foram lançadas este ano e forneceu várias correções a falhas e melhorias de desempenho. Futuras melhorias de protocolo incluem as assinaturas de Schnorr, Taproot e Graftroot.

Assinaturas de Schnorr e agregação de assinaturas também podem reduzir o armazenamento e a banda larga para, pelo menos, 25%. Taproot e Graftroot melhoram as Árvores de Sintaxe Abstrata Merkelizadas (MAST), que fornecem três vantagens: menores transações, mais privacidade e maiores contratos autônomos.

Em setembro de 2019, Pieter Wuille da Blockstream também apresentou planos para miniscript, uma forma simplificada de escrever códigos para o Blockchain.

A versão atual, Script, é completa e difícil de se usar para aqueles que não estão familiarizados com essa linguagem de programação.

Segundo Wuille, miniscript permite que um usuário escreva alguns scripts de Bitcoin “de uma forma estruturada e composta, que permite diversos tipos de análise de estatística, assinatura genética e compilação de políticas”.

Miniscript está em etapas iniciais de desenvolvimento e, atualmente, está sendo testada internamente na plataforma Blockstream.

Mais de 50 desenvolvedores contribuíram com mais de 2,1 mil contribuições no último ano, principalmente no repositório principal no GitHub.

Grande parte das moedas usam a comunidade de desenvolvimento do GitHub onde arquivos são salvos em pastas chamadas de “repositórios” (ou “repos”) e alterações desses arquivos são chamadas de contribuições (“commits”), que salvam um registro de quais mudanças foram feitas, além de quando e por quem

Apesar de contribuições representarem quantidade e não necessariamente qualidade, um grande número de contribuições pode significar mais atividade e maior interesse de desenvolvedores.

(Imagem: GitHub/bitcoin)

O projeto BTC no GitHub possui dois repositórios ativos: “bitcoin” (gráfico acima) e Bitcoin Improvement Protocolos, ou “BIPS” (gráfico abaixo).

(Imagem: GitHub/bitcoin/bips)

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 17/06/2020 - 15:43