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Ânima (ANIM3): JP Morgan rebaixa ação de olho nos juros; ações caem 7%

22 jun 2026, 14:08 - atualizado em 22 jun 2026, 14:08
anima
(Imagem: Facebook/Ânima Educação)

O JP Morgan rebaixou a recomendação da Ânima Educação (ANIM3) de compra para neutra, tendo em vista o atual patamar da taxa básica de juros (Selic) e um cenário operacional mais desafiador à frente. Em reação, as ações da companhia recuam no pregão desta segunda-feira (22).

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Por volta de 13h40 (horário de Brasília), as ações ANIM3 recuavam 7,33%, cotadas a R$ 2,53. Acompanhe o tempo real.



Os analistas Marcelo Santos e Livea Mizobata afirmam que a Ânima é a empresa de educação mais alavancada sob a cobertura do banco, com 2,7 vezes de dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização) proporcional ex-IFRS16.

Além disso, uma trajetória da Selic mais estável em patamar elevado eleva a estimativa do banco para a despesa financeira líquida em 17% para 2027.

“Adicionalmente, a Ânima enfrentou problemas operacionais decorrentes da adaptação dos cursos híbridos ao novo arcabouço regulatório, o que gerou aumento nas taxas de evasão. Acreditamos que isso pode impactar a geração de receita no ano e também dificultar a diluição de custos, tornando mais desafiador entregar um Ebitda ajustado forte ex-IFRS16”, dizem os analistas.

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Segundo o JP Morgan, a combinação desses fatores reduz a expectativa de lucro ajustado de 2027 em 42%, levando à retirada do preço-alvo, antes de R$ 8,50 para dezembro de 2026, embora o modelo indique um valor justo na faixa de R$ 3,90 a R$ 4,80.

Os três principais gatilhos para a Ânima, na visão do banco são:

  • Queda da Selic mais rápida do que o esperado, o que favoreceria a expansão dos lucros;
  • Desempenho operacional mais forte do que o esperado em matrículas e taxas de evasão;
  • aumento dos tickets médios acima do esperado.

JP Morgan corta projeções para Ânima

O JP Morgan reduziu as estimativas de receita para a Ânima em -1,7% e -3,2% para 2026 e 2027, para R$ 4,179 bilhões e R$ 4,296 bilhões, com cortes em todos os segmentos: Core (-1,6% e -2,1%), Educação a Distância (DL) (-1,7% e -3,8%) e Inspirali (-1,8% e -4,5%).

No nível de Ebitda, os analistas do banco reduziram as estimativas em -2,5% e -3,8%, devido a uma redução das margens em 30 pontos-base e 25 pontos-base, para 36,7% e 36,6% em 2026 e 2027.

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“Do lado dos lucros, estamos cortando nossas estimativas para 2026 para R$ 195 milhões (25% abaixo do consenso da Bloomberg) e reduzindo em 42% para R$ 232 milhões em 2027, ficando 38% abaixo do consenso, devido a revisões negativas nas perspectivas operacionais, combinadas com juros mais altos, que elevam nossa estimativa de despesa financeira em +17%”, dizem os analistas.

Para o segundo trimestre deste ano, a expectativa é que a receita líquida cresça +1,8% na comparação anual, para R$ 1,024 bilhão (3% abaixo do consenso Bloomberg).

O segmento Core deve crescer +2,1% na comparação anual, ante +11% no primeiro trimestre de 2026, enquanto Educação a Distância (DL) deve recuar -14% ao ano (contra -5% no 1T26) e a Inspirali deve crescer +5% em base anual, frente +6% no 1T26.

No nível de Ebitda ajustado, os analistas esperam que a Ânima reporte R$ 361 milhões, com margem de 35,3%. Do lado do lucro ajustado, o JP Morgan projeta R$ 21 milhões, contra R$ 42 milhões esperados pelo consenso.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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