Mercados

Bradesco (BBDC4) e Wall Street derrubam Ibovespa de volta aos 175 mil pontos; dólar recua a R$ 5,10

06 ago 2026, 17:24 - atualizado em 06 ago 2026, 17:28
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

A temporada de balanços e o desempenho negativo de Wall Street pesaram sobre o Ibovespa (IBOV) no dia seguinte ao Copom.

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Nesta quinta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,23%, aos 175.546,26 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1073, com queda de 0,41%.

Por aqui, o mercado reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano, a quarta flexibilização dos juros consecutiva e, mais uma vez, a decisão foi unânime, em linha com o esperado pelo mercado.

Para parte do mercado, o comunicado deixou a porta aberta para pelo menos um novo corte na Selic, em setembro.

  • LEIA MAIS: Na curva a termo, mercado já precifica 60% de chance de corte na Selic em setembro

Altas e quedas do Ibovespa

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A ponta positiva do Ibovespa foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que terminou o pregão com alta de 3,07% (R$ 6,05).

As ações da petroquímicas ganharam fôlego na reta final do dia após o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogar, por até cinco anos, o direito de antidumping definitivo para importações brasileiras de resinas de policloreto de vinila obtidas por processo de suspensão (PVC-S), que são originárias da China.

Já a ponta negativa do IBOV foi liderada por Smart Fit (SMFT3), que caiu 7,82% (R$ 18,38), em reação aos resultados do segundo trimestre (2T26). Os analistas consideraram o balanço da rede de academias de ginástica como “neutro” ou “misto”, com alguns números ligeiramente abaixo das expectativas do mercado.

Os analistas do Citi e do BTG Pactual já esperavam um reação negativa das ações após o balanço, dada a decepção com o lucro e o fato de a ação da Smart Fit contar com uma base de investidores bastante posicionada (crowded ownership).

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O destaque do pregão, porém, foi o Bradesco (BBDC4), que também reagiu ao balanço do 2T26. O banco reportou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões no período, alta de 16,2%, mas com piora na qualidade dos ativos de crédito. BBDC4 caiu 1,94% (R$ 17,70).

Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, devolveu parte dos ganhos da véspera e fechou com queda de 1,30% (R$ 41,83). Com isso, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 1,67%.

Ainda entre os pesos-pesados, Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com baixa de 1,66% (R$ 75,39). Petrobras (PETR4;PETR3) acompanhou o avanço dos preços do petróleo com a retomada de tensão no Oriente Médio: PETR3 subiu 0,34% (R$ 47,31) e PETR4 registrou avanço de 0,48% (R$ 42,13).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

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Os índices de Wall Street encerraram em baixa à espera do principal relatório do mercado de trabalho, o payroll, e com a notícia de que o acordo de reabertura do Estreito de Ormuz teria como um dos pontos a proibição de navios dos EUA.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,85%, aos 53.885,16 pontos;
  • S&P 500: -0,18%, aos 7.709,98 pontos;
  • Nasdaq: -0,06%, aos 26.348,352 pontos.

Na Europa, os mercados terminaram o pregão em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou,16%, aos 658,19 pontos, em novo recorde nominal histórico.

Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em queda: o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,93%, aos 65.683,26 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong teve recuo de 1,49%, aos 25.530,28 pontos pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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