Alexandre de Moraes virou articulador político de Lula, que vive processo de ‘Bidenização’, diz Flávio Bolsonaro
O candidato do PL a presidente da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (6) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “virou um articulador político” do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na eleição 2026. Segundo o senador, Lula vive um “processo de Bidenização”, em referência ao ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
“O Brasil virou a referência de tudo de ruim que existe. Alexandre de Moraes continua rasgando a lei, com a escolha de quem vai investigar e ele tinha que ser impichado. Não pode normalizar isso”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista ao videocast Market Makers, parceiro do Money Times.
A afirmação fez parte da resposta a uma pergunta se ele renunciaria em nome de outro candidato de direita caso houvesse um novo vazamento contra ele, assim como houve da relação entre ele com Daniel Vorcaro, do Banco Master. “Estamos sendo punidos pelo que pode acontecer no futuro. Não em nada de errado de minha parte, mas tem pessoas jogando sujo, pessoas no STF que estão pela causa”, disse
Tarifaço e ‘Bidenização’
Flávio Bolsonaro ligou Lula a Joe Biden quando indagado sobre a ação do irmão, o ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. “Ele nunca tratou de tarifas e um dia será reconhecido. Lula cavou esse pênalti com força, cansou de xingar o Trump, ameaçou tirar o dólar como moeda”, disse ele, que, antes da conversa, perguntou se o presidente já havia sido entrevistado pelo programa, o que ainda não ocorreu.
“O Brasil está no isolamento internacional e Lula está completamente Biden, não pela idade, mas há um “Processo de Bidenização” com as ideias dele, o que é extremamente perigoso para o Brasil. Você olha para o Lula e enxerga passado, uma mercadoria vencida. A picanha que ele prometeu está podre e cerveja está choca”, afirmou.
A ‘novelinha’ do vice
Flávio Bolsonaro classificou a escolha do candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), como uma “novelinha” e que avaliou que não houve uma traição dos partidos de centro e direita, como Republicanos, por exemplo, na composição da chapa.
“Não me sinto traído. Quem vai julgar essas pessoas não sou eu, vai ser o eleitor. Sempre tive liberdade para votar diferente, assim como meu pai e cada um tem seus motivos, mas é óbvio que queria ter esses partidos na minha chapa para aumentar a capilaridade”, afirmou, classificando a escolha de Gaspar como um “grande privilégio”.
O candidato repetiu que sempre defendeu ter vice mulher e citou a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques (Republicanos), que o acompanhou na entrevista. “A Dani era uma e filiou-se ao Republicanos, eu falei PL, mas ela falou que era a opção para trazer uma aliança mais ampla e todas as mulheres cogitadas para serem minha vice estão ao meu lado. Quem não veio foram os caciques”.
Bolsonaro nunca foi ameaça à democracia
Apesar de ter Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de golpe em 2023, Flávio Bolsonaro disse que o pai “nunca foi ameaça à democracia”, sempre foi muito atacado e boicotado, em especial pela imprensa e sofreu perseguição do STF.
Para o candidato, outro empecilho do pai foi político, principalmente na negociação com senadores. “Ele riscou uma linha no chão, em especial no Senado, e a gente não tinha maioria”.
Banco Master
Sobre relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, Flávio Bolsonaro disse que foi “exclusivamente para o filme Dark Horse”, com retorno de 20% sobre investimentos. Por isso, segundo ele, o assinou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master e queria ter Daniel Vorcaro na mesa para perguntar qual era a relação com ele. “Ele diria que era para o filme”, disse.
Veja abaixo a entrevista