Anvisa proíbe Hypera Pharma (HYPE3) de veicular propaganda de caneta emagrecedora
A Hypera Pharma (HYPE3), fabricante do Semavy, está proibida de veicular propagandas para divulgar o medicamento à base de semaglutida. A medida faz parte de uma resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a respeito da divulgação da caneta emagrecedora.
O Semavy conta com a aprovação por parte da Anvisa para tratar diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado. No entanto, trata-se de produto de tarja vermelha, sujeito à retenção de receita médica.
“A propaganda de medicamentos com tarja vermelha ou preta é proibida no Brasil”, reforçou a Anvisa.
A mesma regra vale para as demais canetas emagrecedoras autorizadas pela Anvisa.
Em nota, a agência informou ter constatado propaganda do medicamento em painéis eletrônicos localizados no Aeroporto de Congonhas, no site do produto e em perfis nas redes sociais.
A lei que sustenta a proibição à divulgação do Semavy
A Lei nº 6.360/1976 só permite a publicidade de medicamentos que sejam de venda isenta de prescrição médica, ou seja, que não possuam tarja vermelha ou tarja preta em suas embalagens.
Tanto o Semavy quanto outras canetas emagrecedores às base de semaglutida autorizadas pela Anvisa contam com tarja vermelha na embalagem.
“Medicamentos que exigem prescrição médica (tarja vermelha ou preta) devem ter a sua divulgação restrita aos profissionais de saúde que podem receitar (médicos ou dentistas) ou dispensar (farmacêuticos) medicamentos”, destacou a Anvisa.
A reação da Hypera Pharma
O Semavy é fabricado pela Hypera Pharma.
Em nota, o Hypera Pharma, responsável pela fabricação do medicamento, informou que mantém diálogo permanente e transparente com a Anvisa e que adotou as medidas necessárias em relação às comunicações da linha Semavy.
“A companhia reforça seu compromisso com o cumprimento rigoroso da legislação sanitária e com a promoção do uso adequado e responsável de medicamentos. A Hypera seguirá prestando todos os esclarecimentos solicitados pela autoridade sanitária e adequando suas iniciativas de comunicação às determinações aplicáveis.”