Comprar ou vender?

Após reestruturação, Hypera (HYPE3) ganha voto de confiança do UBS; veja os motivos

03 jun 2026, 11:54 - atualizado em 03 jun 2026, 11:54
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(Imagem: Pixabay/@pexels)

O UBS BB elevou a recomendação de Hypera (HYPE3) de neutra para compra, apontando uma combinação de crescimento operacional, melhora na rentabilidade e redução da alavancagem financeira.

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De acordo com o relatório, a companhia concluiu o processo de reorganização do capital de giro iniciado em 2024 e agora entra em uma nova fase, marcada por maior geração de caixa e recuperação dos retornos sobre o capital investido (ROIC).

Para os analistas, a Hypera deve continuar apresentando crescimento acima do mercado farmacêutico nas categorias em que atua. O UBS projeta expansão de cerca de 8% nas vendas ao consumidor final (sell-out) em 2026, impulsionada por inovação, renovação de portfólio e melhorias nos níveis de serviço.

Produtos lançados nos últimos 12 meses já contribuíram significativamente para o desempenho recente da companhia, enquanto novos lançamentos nas áreas de diabetes, hormônios e sistema nervoso central devem reforçar a trajetória de crescimento nos próximos anos.

Um dos principais gatilhos apontados é a entrada da Hypera no mercado de medicamentos GLP-1, utilizado no tratamento de diabetes e obesidade. O UBS espera que a companhia lance sua versão da semaglutida ainda em 2026, aproveitando o vencimento de patentes e um mercado que pode superar R$ 16 bilhões no Brasil.

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Além dessa oportunidade, eles ainda destacam um ciclo mais amplo de expiração de patentes que deve abrir espaço para novos produtos e ampliar o mercado endereçável da empresa em aproximadamente R$ 5 bilhões.

As projeções apontam para lucro líquido de R$ 1,9 bilhão em 2026 e R$ 2,3 bilhões em 2027, o que equivale a cerca de 8 vezes e 7 vezes o lucro esperado para esses anos. Para o UBS, o mercado ainda subestima o potencial de crescimento da companhia, bem como os benefícios decorrentes da normalização operacional e da melhora na geração de caixa.

O preço-alvo foi estabelecido em R$ 28 por ação, um potencial de valorização de 29,5%.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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