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Arábia Saudita afirma que monitora mercado de petróleo de perto após vírus na China

27/01/2020 - 10:47
Petróleo
Os preços do petróleo Brent recuavam para abaixo de 60 dólares nesta segunda-feira (Imagem: REUTERS/Christian Hartmann)

A Arábia Saudita está acompanhando de perto os mercados globais de petróleo em meio às “expectativas sombrias” devido aos possíveis impactos da disseminação do coronavírus na China sobre a economia chinesa e mundial, disse o ministro de energia do país nesta segunda-feira.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados podem responder a qualquer impacto sobre a estabilidade do mercado de petróleo se necessário, afirmou o ministro, príncipe Abdulaziz bin Salman.

Ele acrescentou, no entanto, estar confiante de que a China e a comunidade internacional poderão conter o surto do vírus e erradicá-lo.

Arábia Saudita Abdulaziz bin Salman
Para o ministro saudita de Energia, o impacto atual sobre os mercados globais tem sido guiado principalmente por fatores psicológicos (Imagen: Reuters/Leonhard Foeger)

O ministro afirmou que o impacto atual sobre os mercados globais, incluindo de petróleo e outras commodities, tem sido “guiado principalmente por fatores psicológicos e expectativas extremamente negativas adotadas por alguns participantes do mercado apesar do impacto muito limitado sobre a demanda global por petróleo”.

Os preços do petróleo Brent recuavam para abaixo de 60 dólares nesta segunda-feira, tocando mínimas desde o final de outubro.

Embora a maior parte dos mercados esteja sendo impactada pela disseminação do coronavírus, muitos deles estão fechados na Ásia devido aos feriados de Ano Novo Lunar.

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“Um pessimismo extremo como esse ocorreu em 2003, durante a epidemia de SARS, mas ela não causou uma redução significativa na demanda por petróleo”, disse o ministro saudita em comunicado.

Ele ainda disse que está confiante de que os sauditas e outros membros da Opep, assim como seus aliados no grupo conhecido como Opep+, “têm a capacidade e flexibilidade necessária para responder a quaisquer desdobramentos, tomando as ações necessárias para apoiar a estabilidade do mercado, se a situação assim exigir”.

A Opep+, que inclui a Rússia, tem restringido a oferta de petróleo para apoiar os preços, com um acordo que aumentou cortes de produção em 500 mil barris por dia (bpd), para um total de 1,7 milhão de bpd, e é válido até março. O grupo deverá se reunir em março para decidir sobre a política de produção.

Última atualização por Lucas Simões - 27/01/2020 - 10:47