Tenda (TEND3): As duas mensagens da prévia do 4T25 aos investidores, segundo o BTG
O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Tenda (TEND3) após a construtora divulgar sua prévia operacional referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25).
Em relatório, o banco classificou os resultados operacionais como “satisfatórios” e “sólidos”, embora levemente abaixo do esperado, destacando que os números consolidados do ano passado transmitem duas mensagens principais.
A primeira é que as operações da marca Tenda seguiram fortes, com crescimento relevante tanto nos lançamentos quanto nas vendas.
A segunda, porém, é que a Alea, divisão de casas pré-fabricadas da companhia, ainda enfrenta dificuldades para acelerar os lançamentos e aumentar a utilização da capacidade da fábrica, o que ajuda a explicar seu desempenho financeiro mais fraco.
“Continuamos otimistas em relação às ações, pois a Tenda está a caminho de apresentar margens sólidas, ROE e geração de caixa consistentes, enquanto a Alea pode melhorar gradualmente”, afirmou o BTG.
No 4T25, a incorporadora lançou 15 projetos, que somaram R$ 1,8 bilhão em valor geral de vendas (VGV), alta de 11% na comparação anual. Desse total, 14 empreendimentos (R$ 1,7 bilhão) foram da marca Tenda e um (R$ 69 milhões), da Alea.
As vendas líquidas atingiram R$ 1,2 bilhão, avanço de 24% frente ao 4T24, sendo R$ 1,1 bilhão sob a unidade Tenda (+19% a/a) e R$ 121 milhões da Alea (+107% a/a).
A velocidade sobre a oferta líquida (VSO) foi de 22,6% no quarto trimestre, número considerado “sólido” pela casa, apesar do impacto dos lançamentos tardios — cerca de 36% dos projetos foram colocados à venda apenas na última semana de dezembro.
“A construtora apresentou resultados operacionais sólidos no quarto trimestre, ainda que um pouco abaixo das nossas estimativas, já que o projeto Casapatio Canoas, da Alea, que esperávamos para o período, foi adiado para o primeiro semestre de 2026”, pontuou o banco.
No acumulado dos últimos 12 meses, as ações TEND3 avançam cerca de 107% na bolsa. Mesmo assim, o BTG avalia que os papéis seguem negociados a “múltiplos bastante descontados”, em torno de 5 vezes o lucro estimado para este ano (P/L 2026E).
O preço-alvo definido pela casa é de R$ 44, o que implica potencial valorização de aproximadamente 75% em relação à última cotação, de R$ 25,19.