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As ganhadoras e perdedoras do agronegócio em 2025 — e onde ‘amarrar o seu boi’ em 2026

10 jan 2026, 11:00 - atualizado em 09 jan 2026, 15:10
ações agronegócio boi
Apenas 3 das ações do agronegócio das 12 compiladas pelo Money Times apresentaram uma variação positiva na Bolsa. (iStock/MarkCoffeyPhoto)

Se o ano de 2025 foi considerado ruim para o agronegócio, o mesmo também pode ser dito para a maioria das ações do setor.

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Apenas 3 ações das 12 compiladas pelo Money Times apresentaram uma variação positiva na Bolsa.

Empresa Ticker Variação em 2025 (02/01/25 – 30/12/2025)
Raízen RAIZ4 queda de 61,97%
Jalles JALL3 queda de 39,25%
São Martinho SMTO3 queda de 61,87%
Cosan CSAN3 queda de 33,67%
Minerva BEEF3 alta de 39,47%
3tentos TTEN3 alta de 25,93%
SLC Agrícola SLCE3 alta de 0,49%
Boa Safra SOJA3 queda de 3,42%
BrasilAgro AGRO3 queda de 6,91%
Suzano SUZB3 queda de 15,77%
Klabin KLBN11 queda de 9,94%
Irani RANI3 alta de 43,23%

Obs: Não colocamos a variação das ações da JBS (JBSS32) em virtude da listagem das ações nos EUA, assim como para MBRF (MBRF3), dada a fusão entre Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3).  

Para o Banco do Brasil (BBAS3), 2025 foi um ano de ajuste. O Santander (SANB11) por sua vez, enxerga uma crise “diferentes de todas as outras”. Já o Itaú BBA aponta para uma equação de menores margens, enquanto o BTG Pactual reforça as oportunidades da “porteira para fora”.

Quais ações do agro ter na carteira em 2026?

Para o professor do Insper, Marcos Jank, o ano de 2026 do agronegócio seguirá marcado pelo “rescaldo” do período entre 2021 e 2023.

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“Desde 2024, estamos vivendo esse momento mais difícil porque os preços das commodities caíram e o dólar não está muito valorizado. Temos custos altos, margens apertadas, muitas RJs [recuperações judiciais] e principalmente a taxa de juros em um nível escandaloso”, disse.

Vale ressaltar que o cenário varia muito de uma commodity para outra. Apesar de preços mais baixos para grãos – principalmente para soja e milho – o menor preço dessas commodities é favorável para quem produz carnes como aves e suínos.

“O café está indo bem, o açúcar enfrenta dificuldades, carnes de pequenos animais estão em situação melhor. Soja e milho vivem um momento ruim. Ou seja, há sempre ganhadores e perdedores. Não dá para generalizar”.

Na avaliação dos analistas do Bank of America (BofA), o ciclo de queda dos juros nos Estados Unidos e no Brasil pode funcionar como gatilho para a recuperação dos papéis do setor.

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“O segmento de bens de consumo essenciais costuma ter desempenho superior em ciclos de flexibilização monetária. Além disso, a queda das taxas favorece empresas mais alavancadas, como Cosan (CSAN3), Raízen (RAIZ4) e MBRF (MBRF3)”, afirma o BofA.

No Brasil, porém, o principal ponto de atenção são as eleições presidenciais de 2026. O banco lembra que o período eleitoral tende a elevar a volatilidade e afastar investidores, o que historicamente resultou em desempenho misto das ações do setor em pleitos anteriores.

Nesse contexto, o BofA vê a JBS (JBSS32) como uma espécie de proteção dentro do agronegócio. Ao mesmo tempo, os analistas apontam poucos catalisadores de curto prazo para o setor como um todo, diante da pressão sobre os preços das commodities — com exceção da 3tentos (TTEN3), que deve apresentar crescimento robusto com o início das operações de sua usina de etanol de milho.

Dentro do universo de proteínas, a JBS segue como a única recomendação de compra do BTG Pactual. No 4T25, os volumes de exportação para carnes foram destaque, com níveis históricos para carne bovina e aves, e o terceiro maior nível histórico para suínos em um ano.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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