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‘As manchetes atuais estão à frente da realidade’: Por que estes analistas estão céticos em relação ao risco quântico para as criptomoedas?

03 abr 2026, 10:00 - atualizado em 02 abr 2026, 9:50
Risco quântico Ameaça real ou exagero do mercado (Imagem Copilot)
Risco quântico Ameaça real ou exagero do mercado (Imagem Copilot)

A semana foi tomada por temores envolvendo a volta do risco quântico ao radar dos investidores com uma publicação do Google Research afirmando que o mercado de criptomoedas teria até 2029 para se adaptar a um mundo pós-quântico — ou isso comprometeria a segurança dos ativos digitais em blockchain como um todo.

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No entanto, na visão dos analistas da QCP Asia, o avanço da computação quântica está mais para uma transição forçada do modelo atual do que para um gatilho de “fim do mundo” cripto.

“Como esse risco já é conhecido, tanto o setor cripto quanto o financeiro tradicional estão investindo ativamente em segurança pós-quântica e caminhos de atualização. Comunidades de protocolos exploram estratégias de mitigação, enquanto padrões globais continuam evoluindo”, dizem.

“Nossa visão é clara: a computação quântica é uma questão de longo prazo que deve ser monitorada e para a qual o setor deve se preparar — não um motivo de curto prazo para reavaliar ativos digitais. As manchetes atuais estão à frente da realidade”.

Migração para um novo sistema (e não um choque)

Em outras palavras, até o momento, nenhum sistema quântico é capaz de executar um tipo de ataque em escala contra uma blockchain e causar um dano irreparável.

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E, quando os sistemas quânticos se tornarem relevantes a esse ponto, haverá uma transição coordenada e sistêmica em toda a infraestrutura digital, e não um evento específico do mercado de criptomoedas.

“Isso deve ser entendido como uma mudança tecnológica futura, e não como um choque de mercado no presente”.

Do mesmo modo, do ponto de vista tecnológico, a QCP entende que ainda estamos a uma distância considerável do poder computacional necessário para quebrar o mecanismo da blockchain.

Em termos técnicos, o artigo do Google sugere que menos recursos quânticos podem ser necessários do que se pensava anteriormente, estimando cerca de 1.200 a 1.450 qubits lógicos para quebrar a criptografia da blockchain. Isso se traduziria em aproximadamente 500 mil a 1,2 milhão de qubits físicos.

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Até o momento, os sistemas quânticos mais avançados do mundo operam em uma fração dessa escala, deixando-nos ordens de magnitude abaixo — cerca de 1.000 vezes menos — do limiar necessário para um ataque prático.

Onde o risco realmente está

É importante notar que o risco é mais restrito do que sugerem as manchetes. Ele não está na mineração nem na rede em si, mas na assinatura de transações — especialmente em formatos antigos de carteiras, onde as chaves públicas já estão expostas.

Mesmo nesse cenário, os ativos digitais não seriam o principal alvo. O sistema bancário global e a infraestrutura de comunicações sensíveis representariam superfícies de ataque muito mais imediatas e valiosas.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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