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Payroll: EUA criam 178 mil empregos em março, acima das expectativas; taxa de desemprego é de 4,3%

03 abr 2026, 9:38 - atualizado em 03 abr 2026, 11:46
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(Imagem: Kameleon007/Getty Images Signature)

A economia dos Estados Unidos abriu 178 mil empregos em março, segundo relatório publicado nesta sexta-feira (3) pelo U.S Bureau Labor Statistics. O resultado representa uma recuperação do mercado de trabalho em relação a fevereiro.

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A mediana dexpectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast era de criação de 51 mil vagas no mês.

O relatório, também conhecido como payroll, é a principal métrica do mercado de trabalho dos EUA e avaliado de perto pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). A taxa de desemprego caiu de 4,4% em fevereiro para 4,3% em março.

Já o salário médio por hora aumentou 0,2%, ou US$ 0,09, a US$ 37,38, na comparação mensal de fevereiro. Na comparação anual, houve aumento salarial de 3,5%. Os números ficaram abaixo das expectativas do mercado, de alta de 0,3% no mês e 3,7% na base anual.

O payroll também mostrou revisão do resultado de empregos em fevereiro, de fechamento de 92 mil para corte de 133 mil postos de trabalho. Já de janeiro, a criação de empregos foi revisada de 126 mil para 160 mil.

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Payroll: reação do mercado

Com os mercados acionários fechados em razão do feriado de Sexta-Feira Santa, a reação dos investidores ao payroll deve ser observada apenas no próximo pregão, na segunda-feira (6).

Mas uma prévia já foi dada: o dólar e os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, avançaram logo após a divulgação do relatório de emprego de março.

O índice de dólar DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, bateu máxima com alta de 0,13%, aos 100.160 pontos. Instantes antes do payroll, o indicador operava em território negativo.

Já o rendimento (yield) do Treasury de dois anos, mais sensível à política monetária, subiu a 3,846% ante 3,798% do fechamento de ontem (2). Já o yield do título de dez anos, referência global para a tomada de decisões de investimento, teve alta a 4,345% ante 4,313% do ajuste anterior.

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O que dizem os analistas?

Para o economista-chefe do ING, James Knightley, a recuperação do mercado de trabalho em março sugere que a economia dos EUA está em uma posição “razoável” para enfretar os ‘ventos contrários’ decorrentes do conflito no Oriente Médio.

Ele ainda observa que a criação de empregos continua concentrada em alguns poucos setores, e o “aumento da incerteza e da cautela provavelmente tornará os empregadores hesitantes em acelerar os planos de contratação”.

Knightley, do ING, também avalia que, apesar do resultado melhor do que o esperado, há cerca de 260 mil pessoas desempregadas a mais na comparação com março de 2025 – “o que indica que o mercado de trabalho praticamente estagnou durante um período em que a economia dos EUA apresentava bom desempenho”.

O economista afirma que a principal preocupação, por ora, é que o aumento das tensões geopolíticas devem desestimular a abertura de novas vagas por parte das empresas.

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“Com a pressão de custos em alta e o poder de compra dos consumidores sendo reduzido pelos preços mais elevados da gasolina, a lucratividade corporativa enfrentará mais desafios, aumentando o risco de que os empregadores adotem medidas de contenção de custos. Isso ameaça números mais fracos de geração de empregos nos próximos meses”, disse.

Do lado da política monetária, Knightley considera que os ‘ventos contrários’ ao crescimento econômico e ao emprego indicam que cortes de juros continuam mais prováveis do que aumentos de juros neste ano.

Na mesma linha, a economista do C6 Bank, Claudia Moreno, afirmou que, diante do cenário mais incerto, há “ada vez menos espaço para cortes de juros nos EUA em 2026”.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os agentes financeiros veem 99,5% de chance de o Fed manter os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na próxima reunião, em abril.

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Após o payroll, o mês mais provável de retomada de flexibilização monetária passou de setembro para outubro do próximo ano. O CME aponta 62,9% de corte nos juros na penúltima decisão do Fed de 2027.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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