Comprar ou vender?

Assaí (ASAI3): BTG e BofA acrescentam R$ 5 ao preço-alvo; o que fazer com a ação?

14 out 2026, 13:27
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(Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

O BTG Pactual e o Bank of America (BofA) elevaram o preço-alvo do Assaí (ASAI3) em R$ 5, mantendo a recomendação de compra para a varejista.

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No caso do BTG, o preço saiu de R$ 11 para R$ 16 ao final de 2027, o que implica um potencial de alta de 26,5% ante o último fechamento.

A equipe de analistas liderada por Luiz Guanais afirma que o cenário do consumo permanece difícil; no entanto, os primeiros sinais de alívio já estão no radar.

De acordo com o BTG, a administração do Assaí espera que o terceiro trimestre do ano continue desafiador, com restrições ao poder de compra dos consumidores, inflação de alimentos mais moderada e pressão persistente sobre os volumes vendidos afetando o crescimento das vendas em mesmas lojas (SSS).

Embora a migração dos consumidores para produtos mais baratos tenha sido um dos principais obstáculos para o setor, a administração acredita que a maior parte desse ajuste já ocorreu, restando pressão concentrada principalmente em categorias como produtos de limpeza.

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“Curiosamente, essa mudança para itens mais acessíveis e de segunda linha não significa necessariamente menor rentabilidade, já que esses produtos podem oferecer margens percentuais mais elevadas e, em alguns casos, margens de caixa superiores às de produtos premium”, ponderam os analistas.

No entanto, ao olhar para o quarto trimestre de 2026, a administração chamou atenção para sinais iniciais de melhora, especialmente em cidades do interior e bairros de menor renda. Segundo a companhia, esse movimento pode refletir os efeitos iniciais do endurecimento das restrições às apostas on-line (bets).

Na leitura dos analistas do banco, se esse cenário persistir, uma redução dos gastos das famílias com apostas pode gerar um suporte adicional ao consumo de alimentos, com os varejistas do setor supermercadista potencialmente entre os primeiros beneficiados.

“Ainda assim, acreditamos que uma recuperação mais significativa em 2027 dependerá de uma melhora do poder de compra real dos consumidores e da retomada dos volumes vendidos, e não apenas de uma inflação mais elevada dos alimentos”, diz o BTG Pactual.

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O que está no radar para o Assaí

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Na visão do Bank of America, os resultados do primeiro turno das eleições no Brasil fortalecem o mandato para reformas e aumentam a probabilidade de políticas mais favoráveis ao mercado e de maior disciplina fiscal, sustentando o potencial para uma nova reprecificação das ações.

Uma melhora nas perspectivas fiscais também pode abrir espaço para um ciclo mais intenso de cortes de juros, criando um risco positivo para as estimativas de lucro por ação, dizem os analistas.

O preço-alvo do banco gringo passou de R$ 12 para R$ 17, o que implica um potencial de alta de 34,5%.

A equipe de analistas recorda que, no segundo trimestre de 2026, o Assaí possuía dívida líquida e recebíveis descontados de R$ 12,4 bilhões, equivalentes a 2,81 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado dos últimos 12 meses.

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O BofA estima que cada redução de 1 ponto percentual nas taxas de juros acrescenta 6% ao lucro por ação recorrente estimado para 2027 e 4,5% ao de 2028. Juros mais baixos e um ambiente de consumo mais favorável também podem impulsionar vendas mais fortes tanto no segmento B2B quanto no B2C.

Um crescimento de 5% nas vendas em mesmas lojas (SSS) e uma Selic de 10% poderiam elevar o lucro por ação estimado para 2028 em 10%, em comparação com o cenário-base do banco, que considera vendas de mesmas lojas de 3,5% e Selic de 11,25%.

A inflação dos alimentos consumidos em casa deve atingir um pico de 10,1% na comparação anual em fevereiro e apresentar média de 8,0% em 2027, impulsionada pelos preços mais elevados de óleos e grãos e pelos riscos associados ao fenômeno El Niño.

Uma inflação mais alta tende a favorecer o crescimento das vendas, apesar da possibilidade de migração dos consumidores para produtos mais baratos.

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No radar também está a reestruturação da dívida do GPA (PCAR3), que pode facilitar uma solução negociada para passivos tributários históricos, incluindo descontos e planos de pagamento.

Caso tenha sucesso, a medida reduziria o estoque de contingências tributárias de aproximadamente R$ 12,9 bilhões apontado pelas autoridades e ampliaria a capacidade do GPA de cumprir suas obrigações remanescentes, mitigando riscos para a Assaí relacionados a reivindicações herdadas do GPA.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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