Azul (AZUL3) mira valor de mercado 150% maior e menor alavancagem até 2029; como pretende chegar lá?
Até 2029, a Azul (AZUL3) estabeleceu desalavancagem e criação de valor como principais metas para o negócio. De acordo com a companhia, os dois aspectos reforçam o compromisso com a disciplina financeira e a geração de valor para os acionistas.
No que diz respeito à desalavancagem, a Azul reiterou a meta de atingir uma relação dúvida líquida sobre o Ebitda inferior a 1,5 vez, consolidando o processo de redução do endividamento e fortalecimento da estrutura de capital.
Somado a isso, em criação de valor, a companhia aérea busca alcançar um valor de mercado 150% superior ao atual até 2029. Para isso, a administração mira uma combinação de crescimento operacional sustentável, expansão do Ebitda, disciplina na alocação de capital e desalavancagem progressiva.
“As metas ora divulgadas constituem objetivos estratégicos de médio prazo, baseiam-se nas estimativas e expectativas da administração na presente data e não representam garantia de desempenho futuro”, diz a Azul em fato relevante divulgado na quinta-feira (9).
A comunicação de uma projeção ocorre poucos meses após a empresa concluir seu processo de reestruturação financeira. Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, durante o Azul Day, realizado também na quinta-feira, a Azul “está de volta”.
Céu mais limpo para a Azul?
Após enfrentar fortes turbulências causadas, do lado macro, pelos efeitos da pandemia, elevação dos juros e cenário geopolítico, a Azul precisou recorrer à recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) para colocar a casa em ordem.
O processo durou menos de um ano, com a saída após a aérea cumprir todas as condições previstas em seu plano de reorganização. Como resultado, houve redução cerca de US$ 1,1 bilhão em dívidas de empréstimos e financiamentos, diminuiu em aproximadamente 40% o endividamento relacionado ao arrendamento de aeronaves e cortou mais de 50% das despesas anuais com juros.
“Saímos do processo com alavancagem de apenas 2,4 vezes, um excelente ponto de partida. Além disso, continuamos operando uma companhia aérea capaz de gerar muito Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), e forte fluxo de caixa operacional”, diz Rodgerson.
De acordo com as falas de executivos durante o Azul Day, a estratégia agora é de aumentar a resiliência, melhorar a volatilidade diante dos preços do combustível e câmbio, além de maior seletividade na escolha da demanda.
A companhia está disposta a sacrificar crescimento no curto prazo, de maneira que possa priorizar passageiros de maior rentabilidade. Neste sentido, o cliente premium está no radar da Azul, que possui categorias como o Unique e Azul One focada nesse público.
A companhia aérea busca ainda diversificação das receitas, por meio do programa de fidelidade, transporte de cargas, mídia, fretamentos, entre outros.
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