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IPCA: Inflação desacelera em junho e recua para 4,64% em 12 meses, abaixo das estimativas

10 jul 2026, 9:06 - atualizado em 10 jul 2026, 9:34
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(Imagem: Andrii Yalanskyi/ iStock)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). Em maio, o índice de preços avançou 0,58% no mês.

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No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,64% — ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As estimativas do mercado mostravam um avanço de 0,31% em junho, segundo a mediana apurada pelo Broadcast. No acumulado dos 12 meses, a mediana indicava alta de 4,79%, acima dos 4,72% registrados em maio, acima do teto da meta de inflação.

Os destaques do mês

Os principais destaques de alta no mês de junho no índice ficaram por conta do grupo de Habitação com avanço de 0,63% (e o maior impacto 0,10 p.p.). Do outro lado, Alimentos e Bebidas recuou 0,24% com a maior variação negativa e o maior impacto negativo (-0,05 p.p.).

O grupo Habitação desacelerou de maio (1,22%) para junho (0,63%) com o recuo no subitem energia elétrica residencial que saiu de 3,67% para 1,53%, ainda figurando como o principal impacto individual no resultado do mês (0,06 p.p.).

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Em Saúde e cuidados pessoais (0,23%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,34%), com destaque para o subitem perfume (1,12%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,34% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, com percentual de 5,11%, vigente desde maio de 2026.

A variação do grupo Transportes (0,17%) reflete, além da alta de 7,12% das passagens aéreas, o recuo de 0,48% nos combustíveis, todos em queda: etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).

Em junho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,24%, após a alta de 1,33% em maio. A alimentação no domicílio variou -0,39%, ante a alta de 1,65% de maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no mesmo período.

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Região Peso Regional (%) Maio (%) Junho (%) Acumulado no Ano (%) Acumulado em 12 Meses (%)
Brasília 4,06 0,63 0,52 3,05 4,52
São Luís 1,62 0,87 0,43 4,37 4,72
Curitiba 8,09 0,29 0,42 2,83 3,61
Vitória 1,86 0,32 0,38 3,19 4,97
Porto Alegre 8,61 0,57 0,36 3,18 4,80
Rio de Janeiro 9,43 0,53 0,32 3,44 4,44
Rio Branco 0,51 0,52 0,29 2,65 3,74
Goiânia 4,17 0,77 0,26 3,51 5,41
Salvador 5,99 0,51 0,15 3,73 4,53
Fortaleza 3,23 0,72 0,12 3,97 5,00
Belo Horizonte 9,69 0,34 0,12 3,24 3,84
Belém 3,94 0,63 0,07 3,93 4,29
Campo Grande 1,57 1,31 0,02 4,00 4,39
Aracaju 1,03 1,31 -0,02 4,20 5,25
São Paulo 32,28 0,61 -0,03 3,21 4,98
Recife 3,92 0,95 -0,04 3,91 5,24
Brasil 100,00 0,58 0,16 3,36 4,64

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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