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Computação em nuvem: houve grande aumento nas despesas em infraestrutura em 2019

13/02/2020 - 10:53
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
As quatro principais empresas que fornecem serviços em nuvem totalizaram, juntas, 61% do mercado total em 2019 (Imagem: Freepik/vetorpocket)

Despesas em computação em nuvem (cloud computing) aumentaram em 37% em 2019, pois empresas em todo o mundo gastaram surpreendentes US$ 107 bilhões de dólares nesse tipo de infraestrutura.

Esses dados são da Canalys, empresa de análises, que sugere que empresas estão gastando mais em migrar software e dados do hardware para a nuvem, onde podem ser acessados a partir de qualquer dispositivos e em qualquer lugar.

A maioria das despesas é direcionada aos quatro principais fornecedores de serviços em nuvem de hiperescala que, juntos, totalizaram 61% do mercado total em 2019.

Amazon Web Services (AMS) foi a líder (32%), seguida da Microsoft Azure (17%),  Google Cloud (8%), fornecedora de crescimento progressivo e, em quarto lugar, Alibaba Cloud (5%).

Alastair Edwards, analista da empresa Canalys, dá os créditos do aumento nas despesas ao fato de que várias organizações, desde o setor de serviços financeiros ao setor de saúde, estão se tornando fornecedoras de tecnologia.

“Muitas estão usando uma combinação de modelos multinuvem e de TI híbrida, reconhecendo as competências de cada fornecedor de serviços em nuvem, além dos diferentes ambientes de operação computacional necessários para tipos específicos de volume de trabalho”, afirmou ele.

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Soluções de nuvem baseadas em blockchain podem fornecer serviços mais baratos e seguros (Imagem: Freepik/vectorpocket)

Cripto na nuvem

É provável que essas despesas continuem aumentando até atingirem um total estimado de US$ 284 bilhões, de acordo com o relatório. O aumento no investimento pode trazer mais inovações.

Uma área sendo buscada por “vendedores de nuvem” é blockchain, em que Oracle, Amazon e outras grandes empresas estão interligando plataformas Blockchain-as-a-Service (BaaS) em suas ofertas de nuvem para ajudar as empresas a gerenciar, de forma mais eficaz, os dados em nuvem.

Blockchain-as-Service é um modelo que oferece o desenvolvimento de serviços baseados em nuvem, o uso e a hospedagem de aplicações, funções e contratos inteligentes no blockchain.

No nível de base, esses incumbentes são ameaçados por um grupo menor de startups que afirmam que suas soluções de nuvem baseadas em blockchain podem fornecer serviços mais baratos e seguros.

A mais famosa é a Filecoin, cujo whitepaper de 2014 dá detalhes sobre um sistema que usa blockchain para recompensar aqueles que alugam espaçamento livre em seus computadores para criptoativos.

A ideia resultou em US$ 200 milhões arrecadados em 30 minutos, em uma oferta inicial de moeda (ICO) recorde em 2017. Cinco anos depois, em dezembro de 2019, a rede de testes foi finalmente lançada.

Storj Labs, sua adversária, lançou sua própria oferta, Tardigrade, em novembro de 2019. Almeja destronar a oferta de nuvem AWS S3, da Amazon, com um serviço que alega custar metade do preço e é ainda mais seguro.

Embora o futuro dos fornecedores descentralizados de serviços em nuvem ser promissor, ainda tem um longo caminho a percorrer antes de enfrentarem serviços tradicionais como o da Amazon.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 13/02/2020 - 11:38