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Azul (AZUL3) prevê mais cortes de frequências com preços mais altos do combustível

07 jun 2026, 8:09 - atualizado em 07 jun 2026, 8:09
John Rodgerson
John Rodgerson. (Imagem:REUTERS/Amanda)

A companhia aérea brasileira Azul (AZUL3) está intensificando cortes de capacidade em meio a preços mais altos do combustível de aviação, ligados à guerra no Irã, e a empresa continuará reduzindo voos para proteger o caixa em um ambiente incerto, disse o presidente-executivo, John Rodgerson.

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Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reduzindo capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga.

“Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensamos que a guerra já teria terminado”, disse ele em uma entrevista na sexta-feira, em preparação para uma reunião de líderes de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro.

“Mas ela continua, então vamos continuar a cortar algumas frequências de forma oportunista, certificando-nos de que estamos voando apenas coisas que fazem sentido.”

A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais, com ajustes adicionais concentrados em frequências domésticas, em vez de retirar cidades inteiras, disse Rodgerson.

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“Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com esses preços de combustível, devessem ser quatro.” A companhia aérea está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, acrescentou.

“Ainda não retiramos cidades, mas isso está sempre em pauta. Mas primeiro você começa com a utilização e o corte de frequências.

“Você não quer estar utilizando uma aeronave 13, 14 horas por dia quando os preços dos combustíveis dobram.”

Rodgerson disse que o balanço patrimonial da Azul, após uma grande reestruturação da dívida, colocou a empresa em uma posição mais forte do que alguns de seus pares para se adaptar. A companhia saiu do processo do Capítulo 11 em fevereiro com apoio da United Airlines e da American Airlines .

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A Azul espera que os preços permaneçam sob pressão no segundo trimestre, sazonalmente mais fraco, mas vê espaço para que tarifas mais altas se sustentem à medida que a demanda se fortaleça no terceiro e quarto trimestres, disse ele.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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