Azul (AZUL53) conclui oferta de R$ 4,98 bilhões e homologa aumento de capital
A Azul (AZUL53) informou ao mercado a conclusão da sua oferta pública primária de ações, que totalizou R$ 4,987 bilhões. Com isso, o conselho de administração da aérea aprovou e homologou o aumento de capital, dentro do limite autorizado, mediante a emissão de 45.477.707.683.900 novas ações, ao preço de R$ 0,000109656646388772000.
Devido ao novo aumento de capital, o novo capital social da Azul é de R$ 21,7 bilhões, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, já refletindo os efeitos do grupamento.
Na última semana, a Azul obteve aprovação em Assembleia Geral Extraordinária para o grupamento de todas as ações da companhia na proporção de 75 ações para 1 ação.
A oferta de ações é mais um entre os passos do plano de recuperação judicial da aérea nos Estados Unidos (Chapter 11), que visa captar recursos e a capitalização de créditos ligados ao financiamento DIP (Debtor in Possession).
O preço por ação segue os termos do plano e foi fixado com um desconto de 30% sobre o valor econômico post-money da Azul definido no Plano (US$ 1,78 bilhão). A oferta foi dirigida majoritariamente a acionistas com direito prioritário e a investidores profissionais; detentores de ADRs não puderam participar da oferta prioritária.
Compromissos de investimento
Para assegurar a viabilidade e a concretização da captação, a Azul informou ter firmado compromissos de investimento que somam até US$ 951 milhões (cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual).
A United Airlines, por exemplo, assumiu o compromisso de subscrever ações no montante total de US$ 100 milhões. Já um grupo de investidores âncora assumiu compromisso de subscrição de até US$ 750,75 milhões, com possibilidade de um aporte adicional de US$ 101,5 milhões.
Além disso, detentores de títulos de dívida da companhia, incluindo notas de primeira e segunda linha e papéis emitidos no contexto do financiamento DIP, poderão converter créditos em ações.
Titulares de determinadas senior notes também capitalizaram seus créditos por meio da subscrição de ações.
A companhia pretende deixar a recuperação judicial nos Estados Unidos ainda neste mês de fevereiro.